Empresas ativas no País empregam mais de 39 milhões de pessoas
Número de companhias abertas no Brasil cresceu de 2010 para 2011 e gerou mais empregos
Economia|Do R7

O número de empresas abertas em 2011 chegou a 4,538 milhões, e representou um aumento de 0,2% na comparação com 2010, quando havia 4,530 milhões de companhias com registro no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Esse crescimento também ampliou a geração de empregos no Brasil. Em 2011, as empresas ativas ocupavam 39,3 milhões de pessoas, das quais 32,7 milhões eram trabalhadores assalariados e 6,58 milhões eram sócios ou proprietários.
Entre 2009 e 2011, o pessoal ocupado total cresceu 14,4% e entre 2010 e 2011, 5,7%. O volume de pessoal ocupado assalariado acompanhou esse crescimento, alcançando taxas de 6,1% entre 2009 e 2011 e 15,8% entre 2010 e 2011.
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Salários
Os salários e outras remunerações pagos no ano de 2011 pelas empresas em atividade totalizaram R$ 660,2 bilhões. Isso representa um aumento de 16,6% em relação a 2010 e de 38,8% em relação a 2009.
Já o salário médio mensal, em 2011, era equivalente a 2,9 salários mínimos, mesma proporção alcançada em 2009 e 2010. No entanto, nesse período, o salário mínimo teve ajustes acima da inflação.
Empresas de alto crescimento
Apesar de representarem uma parcela pequena no total de empresas ativas no Brasil, as empresas de alto crescimento, total e orgânico (novas contratações), destacam-se quanto à geração de postos de trabalho assalariados.
Entre 2008 e 2011, foram gerados 3,207 milhões de postos de trabalho assalariado pelas empresas de alto crescimento, o que significou 56% do total criado por empresas com uma ou mais pessoas ocupadas assalariadas e 67% dos postos gerados por empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas.
Sexo e nível de escolaridade dos trabalhadores
No período pesquisado, de 2009 a 2011, houve um aumento na presença de mulheres nas empresas ativas, já o nível de escolaridade manteve-se estável. Nas empresas de alto crescimento total (33% em relação a 32,4%) e de alto crescimento orgânico (31,5% em relação a 32,7%).
Apesar deste aumento, a participação de mulheres no pessoal ocupado assalariado das empresas de alto crescimento permaneceu inferior à participação feminina nas empresas ativas com dez ou mais pessoas ocupadas assalariadas. Esse mesmo cenário se repetiu nos três anos analisados. Para 2009, 2010 e 2011, as empresas de alto crescimento orgânico eram as que apresentavam menor participação de mulheres (30,5%, 31,5% e 32,7%).
Em relação ao nível de escolaridade, a estabilidade foi um resultado da redução do percentual de pessoal com ensino superior completo no total de assalariado nas empresas de alto crescimento (de 11,1% para 9,9%) e de um aumento desses profissionais nas empresas de alto crescimento orgânico (de 8,3% para 8,4%) e nas ativas com dez ou mais pessoas ocupadas assalariadas (de 10,7% para 11%).
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