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Entenda por que o Brasil deve crescer menos neste e no próximo ano

Depois de registrar 3,4% de crescimento do PIB em 2024, perspectiva é de 1,8% para 2026 e 1,4% para 2027; economista cita ‘fatores crônicos’

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Banco Central reduziu a previsão de crescimento do PIB brasileiro para 1,8% em 2026, abaixo das expectativas do mercado.
  • A desaceleração econômica é evidenciada pela queda de 3,4% em 2024 para uma previsão de 1,4% em 2027.
  • Setores como agronegócio e indústria extrativista contribuem menos para a economia, enquanto o consumo das famílias é afetado por endividamento e juros altos.
  • Fatores externos, como conflitos internacionais, e internos, como infraestrutura deficiente e regulação, são apontados como desafios para o crescimento econômico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A estimativa de alta no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro foi reduzida de 2% para 1,8% pelo Banco Central nesta quinta (24). O resultado ficou abaixo das previsões do mercado. A expectativa do Boletim Focus, divulgado na segunda (21), era de 1,88%.

O economista Ricardo Buso aponta que, considerando o movimento verificado desde 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%, a queda mostra uma desaceleração considerável da economia. Uma vez que a previsão para 2027 é de 1,4%, serão dois pontos percentuais a menos em um período de três anos.

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Em 2026, apesar dos resultados obtidos com as exportações do agronegócio brasileiro, Buso explica que o Banco Central aponta que setores como este e a indústria extrativista têm menos a contribuir no resultado geral da economia.

Em vez disso, a menor atividade em ramos mais sensíveis ao consumo de famílias, como o de serviços, afetados diretamente pelo endividamento do governo e o consequente aumento da taxa de juros, motivou a revisão. O economista ainda mencionou os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio como outros agravantes para a economia, uma vez que diminuem a importação brasileira de fertilizantes e petróleo, respectivamente.

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Porém, em entrevista ao programa Conexão Record News desta quinta, o especialista afirma que, para além dos fatores externos, a economia brasileira enfrenta uma “armadilha”, pela qual o crescimento mais acelerado acaba por estar na raiz, justamente, da desaceleração.

“Nós temos uma conjuntura, infelizmente, que qualquer crescimento um pouco maior, ele ameaça a inflação. A ameaça na inflação tem que ter juros, que seguram crescimento. Então a gente fica nessa armadilha. Então, há muito tempo a economia brasileira sofre de fatores crônicos, como deficiência de infraestrutura, menor produtividade no trabalho e tantos outros mais, fatores regulatórios também. E temos agora fatores pontuais, como, por exemplo, as contas públicas”.

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