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Entrada de dólares supera saída em R$ 35,29 bi no ano até 13 de novembro

No mesmo período de 2014, o fluxo cambial estava positivo em R$ 26,54 bilhões

Economia|Do R7

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Após ter registrado saldo negativo de US$ 3,5 bi em outubro, o fluxo cambial de novembro teve entradas líquidas de US$ 1,592 bi
Após ter registrado saldo negativo de US$ 3,5 bi em outubro, o fluxo cambial de novembro teve entradas líquidas de US$ 1,592 bi

O fluxo cambial subiu de US$ 7,764 bilhões (R$ 29,59 bilhões) no acumulado do ano até a primeira semana de novembro para US$ 9,257 bilhões (R$ 35,29 bilhões) em 2015 até o último dia 13, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (18), pelo BC (Banco Central).

No mesmo período de 2014, o fluxo cambial estava positivo em US$ 6,964 bilhões (R$ 26,54 bilhões). Na última semana de outubro, pela primeira vez, o resultado acumulado do ano passou a ficar menor do que o visto em igual período do ano passado. Agora, o resultado acumulado de 2015 voltou a ser mais robusto do que o de 2014.


No acumulado de 2015, houve saídas líquidas de US$ 7,650 bilhões (R$ 29,16 bilhões) da área financeira, que reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. Neste segmento, foram registrados ingressos de US$ 450,915 bilhões (R$ 1,71 trilhão) e envios de US$ 458,565 bilhões (R$ 1,74 trilhão) no período.

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No comércio exterior, o saldo ficou positivo em US$ 16,907 bilhões (R$ 64,44 bilhões) no período em questão, com importações de US$ 138,753 bilhões (R$ 528,92 bilhões) e exportações de US$ 155,659 bilhões (R$ 593,37 bilhões). Nas exportações, estão incluídos US$ 30,435 bilhões (R$ 116,01 bilhões) em Adiantamento de Contrato de Câmbio, US$ 37,262 bilhões (R$ 142,04 bilhões) em Pagamento Antecipado e US$ 87,963 bilhões (R$ 335,31 bilhões) em outras operações.


Novembro

Após ter registrado um saldo negativo de US$ 3,5 bilhões (R$ 13,34 bilhões) em outubro, o fluxo cambial de novembro até o dia 13 teve entradas líquidas de US$ 1,592 bilhão (R$ 6,06 bilhões) no período, conforme o BC.


O ingresso de dólares pelo canal financeiro foi de US$ 1,857 bilhão (R$ 7,07 bilhões) em praticamente metade do mês, resultado de entradas no valor de US$ 15,557 bilhões (R$ 59,3 bilhões) e de envios no total de US$ 13,701 bilhões. (R$ 52,22 bilhões).

Ao longo de todo o ano passado, a área financeira foi a principal porta de saída de recursos do País, somando US$ 13,4 bilhões (R$ 51,08 bilhões). Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

Já no comércio exterior, o saldo ficou negativo em US$ 264 milhões (R$ 1 bilhão) em novembro até o dia 13, com importações de US$ 4,764 bilhões (R$ 18,16 bilhões) e exportações de US$ 4,481 bilhões (R$ 17,08 bilhões). Nas exportações, estão incluídos US$ 686 milhões (R$ 2,61 bilhões) em ACC, US$ 1,211 bilhão (R$ 4,61 bilhões) em PA e US$ 2,585 bilhões (R$ 9,85 bilhões) em outras entradas.

Semana

De acordo com o BC, o fluxo cambial da semana de 9 a 13 de novembro ficou positivo em US$ 1,493 bilhão (R$ 5,69 bilhões). O ingresso de dólares pelo canal financeiro foi de US$ 1,452 bilhão (R$ 5,52 bilhões) na segunda semana de novembro, resultado de entradas no valor de US$ 8,316 bilhões (R$ 31,7 bilhões) e de envios no total de US$ 6,863 bilhões (R$ 26,16 bilhões). Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

Já no comércio exterior, o saldo ficou positivo em US$ 41 milhões (R$ 156,29 milhões) de 9 a 13 de novembro, com importações de US$ 2,375 bilhões (R$ 9,05 bilhões) e exportações de US$ 2,416 bilhões (R$ 9,2 bilhões). Nas exportações, estão incluídos US$ 386 milhões (R$ 1,47 bilhão) em ACC, US$ 628 milhões (R$ 2,39 bilhões) em PA e US$ 1,403 bilhão (R$ 5,34 bilhões) em outras entradas.

Swap cambial

Após registrar lucro de R$ 19,030 bilhões com operações de swap cambial em outubro, pelo resultado caixa, o Banco Central teve ganhos de R$ 10,519 bilhões com os leilões na primeira quinzena de novembro, conforme informou nesta quarta. Pelo resultado competência, o BC encampou R$ 5,373 bilhões. No ano até o dia 13 deste mês, a instituição ainda tem perdas com essas operações, no total de R$ 83,316 bilhões pelo resultado caixa e de R$ 93,989 bilhões pelo competência.

Em setembro, as perdas somaram R$ 38,6 bilhões (resultado caixa), o maior volume mensal de prejuízo da instituição com esse tipo de operação desde que começou a usar a ferramenta, em 2002. Em setembro, o dólar havia registrado alta de 9,39% e, em outubro, teve baixa de 2,25%. Neste mês, até agora, a queda está em torno de 2%. O resultado das operações de swap por competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira. A liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em D+1.

Ao longo de 2014, o BC teve perdas de R$ 17,329 bilhões com a oferta desse hedge ao mercado. Em 2013, o BC acabou registrando prejuízo com os leilões de swap da ordem de R$ 1,315 bilhão. Já em 2012, entraram para o caixa da autarquia R$ 1,098 bilhão.

Reservas

Em contrapartida a esse lucro, causado efetivamente pela baixa do dólar, o BC obteve uma perda de rentabilidade com a administração das reservas internacionais de R$ 28,033 bilhões em novembro até o dia 13 pelo mesmo motivo. Entram nesse cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros. No ano, o lucro da instituição com as reservas caiu para R$ 408,869 bilhões. O resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou negativo em R$ 26,184 bilhões na primeira metade deste mês. No ano, o saldo segue positivo em R$ 252,463 bilhões.

Com isso, para o BC, o resultado das operações cambiais ficou no vermelho em R$ 20,811 bilhões no período em questão. Em outubro, as perdas somaram R$ 30,437 bilhões. Em setembro, havia ficado no azul em R$ 66,595 bilhões. No ano, essa soma está positiva em R$ 158,473 bilhões. O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, a autarquia não visa ao lucro, mas fornecer hegde ao mercado em tempos de volatilidade e manter um colchão de liquidez para momentos de crise.

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