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Escritório de advocacia é condenado por chamar advogada de fracassada 

Segundo o processo, "dono do local" dizia que funcionária não deveria aceitar o seu salário

Economia|Do R7

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Funcionária tinha 30 anos e salária seria baixo demais para ela
Funcionária tinha 30 anos e salária seria baixo demais para ela

Um escritório de advocacia do Rio de Janeiro e Brasília foi condenado a pagar indenização de R$ 15 mil a uma ex-funcionária, conforme publico no site do TST (Tribunal Superior do Trabalho) nesta segunda-feira (28).

O motivo foi o fato de a advogada Erika Silva ter sido chamada de “fracassada” por ter 30 anos e aceitar o salário pago pelo local, de R$ 2.100 mensais.


A trabalhadora afirmou no processo que entrou na Justiça contra o escritório, onde trabalhou por quase três anos, porque se sentia “humilhada” pelo dono da empresa, que afirmava em reuniões “em alto e bom som” que um advogado com a sua idade que aceitasse a remuneração em questão era fracassado.

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Uma testemunha, por sua vez, afirmou que era frequente advogados e também estagiários serem questionados porque aceitavam receber o valor das suas remunerações. Uma estagiária, segundo essa testemunha, ainda teria sido chamada de “atrasadinha” e questionada, aos 24 anos, se não estava velha demais para fazer estágio.


Processo

A empresa entrou com recurso no TST alegando que apenas uma testemunha não provava os acontecimentos. O tribunal recusou o pedido em decisão unânime e confirmou a indenização por danos morais decidida pela 44ª Vara de Trabalho do Rio de Janeiro.


Segundo o relator do processo, ministro José Roberto Freire Pimenta, ficou demonstrado que “o proprietário do escritório humilhava a profissional, configurando clara ofensa à sua honra e à imagem da trabalhadora.”

O motivo da indenização, segundo o TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro), foram as circunstâncias "que geraram o abalo psíquico, a culpa e a capacidade econômica do empregador, a gravidade e a extensão do dano e o caráter pedagógico da reparação".

O escritório de advogacia Zveiter foi fundado em 1957 e é um dos mais tradicionais do País, segundo informações de seu site.

O R7 entrou em contato com a empresa, que não havia se pronunciado sobre o ocorrido até publicação desta reportagem.

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