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Expectativa de geração de vagas em 2015 piora, segundo FGV

Cinco dos sete componentes contribuíram negativamente para o indicador

Economia|Do R7

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O Indicador de Desemprego subiu em relação a outubro, atingindo 74,4 pontos, o menor nível desde abril de 2010 (75,2 pontos)
O Indicador de Desemprego subiu em relação a outubro, atingindo 74,4 pontos, o menor nível desde abril de 2010 (75,2 pontos)

A percepção para o futuro do mercado de trabalho brasileiro ainda é otimista, mas já tem leves baixas. De acordo com a FGV (Fundação Getulio Vargas), o Indicador Antecedente de Emprego recuou 0,3%, na margem, atingindo 74,5 pontos, depois de forte crescimento em outubro.

Na comparação entre os trimestres, o indicador apresenta suave alta em novembro, movimento ainda insuficiente para confirmar a inversão na tendência de queda observada desde o início do ano.


Segundo Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da FGV/IBRE, o indicador “permanece em nível historicamente baixo sem tendência de forte recuperação no futuro próximo”.

— Embora os dados mostrem otimismo - ou reversão do pessimismo - em alguns setores, o índice reflete um cenário de baixa expectativa na geração de vagas no próximo ano.


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Entre as variáveis que mais contribuíram para a variação do Indicador Antecedente de Emprego está a avaliação menos pessimista dos industriais sobre a situação atual dos negócios, com variação de 10,8%.


Segundo a FGV, de alguma forma esse resultado foi compensado pelos outros indicadores que compõem o índice e em especial pela percepção dos consumidores sobre a disponibilidade de emprego no futuro, que variou -10,1%. Cinco dos sete componentes contribuíram negativamente para o indicador.

Desemprego


Já o Indicador Coincidente de Desemprego subiu 3,0% em relação ao mês anterior, atingindo 74,4 pontos, o menor nível desde abril de 2010 (75,2 pontos). O resultado mantém a tendência observada nos meses anteriores e reflete a contínua piora da percepção do consumidor sobre as possibilidades de se conseguir emprego.

O indicador capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, sem refletir, por exemplo, a diminuição da procura de emprego motivada por desalento.

Segundo Barbosa Filho, os resultados de novembro confirmam a desaceleração do mercado de trabalho doméstico na visão das famílias.

— A variação acumulada em três meses é negativa para todas as faixas de renda analisadas desde agosto de 2014, mostrando que a situação atual do emprego é bem menos favorável hoje.

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