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Ministério da Fazenda notifica 37 fintechs por operação de recursos de bets ilegais

Medida é uma das ações do governo federal para combater mercado clandestino de apostas e prevê bloqueio dos valores movimentados

Economia|Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Fazenda notificou 37 fintechs por intermediarem recursos de apostas ilegais.
  • As fintechs têm até 28 de agosto para encerrar relações com empresas de apostas ilegais.
  • Os valores bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
  • O governo já retirou do ar mais de 54 mil sites de apostas irregulares.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fintechs movimentaram recursos de cerca de 160 casas de apostas não autorizadas a operar no Brasil Joédson Alves/Agência Brasil – Arquivo

O Ministério da Fazenda notificou 37 fintechs suspeitas de intermediarem recursos de casas de apostas ilegais e determinou que essas instituições financeiras interrompam qualquer relação com as empresas de “bets”.

A medida é uma das ações do governo federal para combater o mercado clandestino de apostas e prevê o bloqueio dos valores movimentados, que poderão ser destinados aos cofres públicos caso não haja cumprimento das novas regras.

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As notificações foram enviadas pela SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas), vinculada ao Ministério da Fazenda, junto à Receita Federal.

As fintechs movimentaram recursos de aproximadamente 160 casas de apostas não autorizadas a operar no Brasil, segundo o governo federal, bem como a mais de 40 mil sites ligados a essas plataformas.

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Os nomes das instituições notificadas não foram divulgados, para preservar o sigilo das investigações.

Prazo para adequação

As fintechs terão até 28 de agosto para se adaptar às novas regras aprovadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

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As instituições deverão encerrar o relacionamento com as empresas de apostas ilegais e, caso descumpram a determinação, poderão ser responsabilizadas solidariamente pelas operações financeiras, bem como receber multas proporcionais ao montante movimentado.

A partir da entrada em vigor da resolução, as fintechs terão 24 horas para bloquear todas as contas vinculadas às empresas notificadas. Depois disso, os valores depositados nas contas ficarão indisponíveis.

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Também fica vetada qualquer movimentação financeira destinada, direta ou indiretamente, a apostas ilegais. Os recursos bloqueados serão repassados ao FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública), como prevê a regulamentação.

Base legal

A medida tem como fundamento um decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em junho último, que criou mecanismos para bloquear recursos financeiros de casas de apostas ilegais e responsabilizar instituições que facilitem essas operações.

O decreto também autorizou a SPA a notificar instituições financeiras envolvidas na intermediação de pagamentos a plataformas sem licença.

Embora as notificações tenham sido enviadas, o governo decidiu conceder um período de adaptação antes da adoção das medidas de bloqueio e da eventual abertura de processos administrativos.

O governo detalhou ter retirado do ar, ao todo, mais de 54 mil sites irregulares relacionados ao mercado clandestino de apostas. A derrubada dessas páginas ocorre em parceria com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), acionada pela SPA.

Mercado irregular

A estimativa é de que entre 41% e 51% das plataformas de apostas acessadas por brasileiros operem sem autorização, com um alcance a 25,2 milhões de pessoas.

E essas empresas deixam de cumprir exigências impostas às operadoras regularizadas, como:

  • Recolhimento de tributos;
  • Manutenção de sede no Brasil;
  • Pagamento da outorga de R$ 30 milhões;
  • Cumprimento das regras de publicidade e jogo responsável;
  • Constituição de reserva financeira para pagamento de prêmios;
  • Adoção de mecanismos de proteção ao apostador, como a autoexclusão.

Regulamentação

A atividade de apostas de quota fixa foi autorizada no Brasil em 2018, mas permaneceu sem regulamentação por vários anos.

Em 2023, o governo federal iniciou a estruturação do marco regulatório desse setor, com ampliação da fiscalização e estabelecimento de regras para funcionamento das empresas autorizadas.

A nova medida de bloqueio da movimentação financeira visa dificultar a atuação de plataformas clandestinas e reforçar o controle sobre um mercado que opera com bilhões de reais por ano no país.

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