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FMI vê efeito "limitado" da crise grega na economia da UE e global

Economia|Do R7

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Washington, 9 jul (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) minimizou nesta quinta-feira as consequências da crise grega para a economia global, ao manter sem mudanças as previsões da zona do euro desde abril para 1,7% este ano, e assegurou que o efeito percebido até agora é "limitado". "O contágio em nível global é limitado, é algo reconfortante (...) O que vimos desde a segunda-feira da semana passada (quando se anunciou o referendo sobre a proposta dos credores), são pequenos testes de resistência na economia do euro", explicou Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, ao apresentar a atualização do relatório de "Perspectivas Econômicas Globais". Blanchard explicou na entrevista coletiva que "o ocorrido nos últimos dez dias é o que muitos tinham previsto: reduções das bolsas e ligeiras altas das taxas de risco na periferia do euro", mas não "graves" eventos. Lembrou, além disso, que o Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia representa menos de 2% da zona do euro e apenas 0,5% da economia global. "Isso, ressaltou, faz-nos pensar que se as coisas vão mal na Grécia, não teria grandes consequências para o resto do mundo". No entanto, ele disse que "há poucas dúvidas que Grécia está sofrendo e poderia sofrer mais inclusive sob um cenário de saída desordenada da zona do euro". Blanchard, que deixará seu cargo como economista-chefe do FMI, assinalou que a situação da Grécia é um indicador de que a paisagem após a grande crise de 2008 é o de um mundo marcado por altos níveis de dívida, e portanto é fácil que as coisas estejam mal neste contexto. EFE afs/ma

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