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UE diz que suspenderá importações de carne do Brasil a partir de 3 de setembro

Brasil não conseguiu garantir o cumprimento das normas da UE sobre o uso de substâncias antimicrobianas

Reuters

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A União Europeia suspenderá as importações de carne do Brasil a partir de 3 de setembro devido ao não cumprimento das normas sobre o uso de substâncias antimicrobianas.
  • O Brasil foi retirado da lista de países em conformidade que exportam produtos de origem animal para a UE desde maio.
  • A UE busca garantias de que antimicrobianos não sejam usados para promover o crescimento dos animais e que a administração de antibióticos, usados em humanos, seja proibida.
  • Não há prazo definido para o levantamento da proibição, e uma auditoria sobre aves e mel está em andamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Carne moída
UE anunciou em maio que Brasil seria retirado da lista de importação de carne bovina Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 7.10.2022

A União Europeia suspenderá as importações de carne do Brasil a partir da próxima quinta-feira (3), depois que o país sul-americano não conseguiu garantir o cumprimento das normas da UE sobre o uso de substâncias antimicrobianas, informou um porta-voz da Comissão Europeia nesta terça-feira (1º).

A UE havia anunciado em maio que o Brasil seria retirado da lista de países em conformidade que exportam determinados produtos de origem animal para o bloco.


O porta-voz da Comissão disse a repórteres que a UE não havia recebido garantias de que o Brasil cumprisse a exigência do bloco de que antimicrobianos não seriam utilizados para promover o crescimento dos animais.

No caso de aves e mel, uma auditoria da produção brasileira deve ser concluída no final desta semana, mas os resultados não estarão disponíveis imediatamente, disse o porta-voz.


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Quanto à carne bovina, produto no qual o Brasil foi o segundo maior fornecedor da UE em 2025, a UE buscava garantias que abrangessem todo o ciclo de vida dos animais, acrescentou o porta-voz.

A Comissão não informou um prazo para um possível levantamento da proibição.


A UE também proíbe a administração aos animais de antimicrobianos utilizados no tratamento de seres humanos, incluindo antibióticos.

O uso excessivo de antibióticos em animais pode criar bactérias resistentes que se espalham para as pessoas por meio dos alimentos, do contato ou do meio ambiente, tornando algumas infecções humanas mais difíceis de tratar.

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