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Gasto maior do que receita deixa governo no negativo em R$ 6,9 bi em setembro

No acumulado de janeiro a setembro, as contas do governo estão com R$ 20,9 bi negativos

Economia|Do R7

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Os gastos de janeiro a setembro somaram R$ 786,648 bilhões a preços correntes
Os gastos de janeiro a setembro somaram R$ 786,648 bilhões a preços correntes

O governo central (governo federal, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário — gastos maiores do que a arrecadação, sem contar os juros da dívida pública — de R$ 6,932 bilhões em setembro, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29), num resultado melhor do que o esperado, beneficiado pela queda das despesas na comparação anual.

Pesquisa Reuters com analistas indicava que o rombo seria de R$ 14,6 bilhões no mês passado, pela mediana das projeções.


Em setembro, os gastos do governo central somaram R$ 89,428 bilhões no mês passado, queda real (descontada a inflação) de 16,8% frente a igual mês de 2014. Ao mesmo tempo, a receita líquida do governo central somou R$ 82,496 bilhões, declínio de 3,1% na mesma base de comparação.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, contudo, o déficit primário do governo central foi de R$ 20,938 bilhões, o pior da série histórica iniciada em 1997.


Os gastos de janeiro a setembro somaram R$ 786,648 bilhões a preços correntes, 4% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado, em termos reais. No acumulado do ano, a receita líquida foi de R$ 765,710 bilhões, recuo de 4,6% sobre igual etapa de 2014.

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No mês passado, o Tesouro registrou superávit primário de R$ 2,808 bilhões, enquanto a Previdência Social teve saldo negativo de R$ 9,690 bilhões e o Banco Central teve déficit de R$ 49,6 milhões.


Esses números vêm em meio a contínuas dificuldades enfrentadas pelo governo para aprovar uma série de medidas no Congresso Nacional consideradas necessárias para o equilíbrio das contas públicas.

Dentro deste cenário, e em meio a uma forte recessão, a equipe econômica revisou mais uma vez a projeção para o resultado fiscal deste ano, para déficit primário de cerca de R$ 50 bilhões, sendo que o número pode ser ainda maior, no caso de frustração de receitas e com a contabilização das "pedaladas fiscais".

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