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Governo envia projeto do IR com antecedência e Congresso pode fazer alterações, diz Haddad

Ministro da Fazenda destaca tempo para análise da proposta, que prevê vigor a partir de 1º de janeiro de 2026

Economia|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Governo vai dar subsídio ao Congresso, diz Haddad Diogo Zacarias/MF - 18.03.2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (19) que o governo federal enviou para o Congresso Nacional o projeto que amplia a isenção do IR (Imposto de Renda) com antecedência para que dê tempo de realizar o debate sobre o tema. Além disso, o responsável pela área econômica afirmou que o Legislativo pode promover alterações na proposta.

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“A discussão [está] em aberto. Sabemos que o Congresso vai querer entender, vai querer mais dados. Vamos dar todo subsídio técnico pro Congresso chegar na mesma conclusão que nós ou propor alterações”, disse Haddad.

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Questionado sobre eventual avaliação da proposta pelos congressistas ainda no primeiro semestre deste ano, o ministro respondeu que o Legislativo tem que “ter o tempo dele”. Não há, ainda, data para análise do projeto, e parte de parlamentares admite mudanças.

“Nós estamos mandando com bastante antecedência para poder usar o tempo para esclarecer a opinião pública da necessidade de corrigimos uma das maiores distorções da economia brasileira, que é a desigualdade”, completou.

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As declarações foram dadas por Haddad após evento da Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira. Na ocasião, alunos e diretores de 54 escolas públicas do país receberam os prêmios da edição de 2024.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a proposta de isentar do IR quem ganha até R$ 5.000 por mês na última terça-feira (18). A medida deve beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas. O governo argumenta que o projeto não tem viés arrecadatório e será compensado pela cobrança do tributo das pessoas mais ricas do país.

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Entenda o projeto

O projeto amplia a isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 por mês a partir de 1º de janeiro de 2026. Atualmente, a faixa de isenção é de R$ 2.259,20. Além disso, quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.000 vai contar com um desconto parcial para pagamento do tributo.

O governo afirma que o projeto é neutro, sem ganho de tributo para a União. Para bancar a isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, a gestão quer cobrar o imposto dos ricos do país. São 141 mil contribuintes (0,13% do total) que passarão a contribuir pelo patamar mínimo. Esse grupo é composto por aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano e não contribuem com a alíquota efetiva de até 10%.

Mudanças no Imposto de Renda Luce Costa/Arte R7

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