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Governo propõe usar alta do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis

Executivo apresenta projeto de lei ao Congresso para que ganhos de arrecadação banquem cortes em diesel, gasolina, etanol e biodiesel

Economia|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo propõe projeto de lei para usar aumento da arrecadação do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis.
  • A proposta inclui cortes nas alíquotas de PIS, Cofins e CIDE sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.
  • Ministros afirmam que medida visa mitigar impactos da guerra no Oriente Médio e evitar aumento da inflação.
  • Governo já adotou outras ações, como desoneração do diesel e concessão de subsídios, com custo total estimado acima de R$ 30 bilhões.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Guerra no Oriente Médio fez o petróleo disparar no Brasil José Cruz/Agência Brasil - Arquivo

Os ministros da área econômica do governo federal anunciaram nesta quinta-feira (23) o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional propondo que o Executivo possa usar o aumento extraordinário de arrecadação com a alta do petróleo para financiar a redução de impostos federais sobre combustíveis.

A ideia é de que a proposta autorize a redução das alíquotas de PIS, Cofins e CIDE sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel. Se o projeto for aprovado pelo Congresso, a retirada efetiva dos tributos será feita posteriormente por meio de decretos presidenciais, propostos pelo Ministério da Fazenda.


Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou que a proposta manterá a neutralidade fiscal e permitirá que a população “não sinta as consequências da guerra no Oriente Médio”.

“Estamos fazendo uma discussão sobre o mecanismo que está sendo discutido com o Congresso, que permite que nós sigamos nossa linha de mitigar o impacto da guerra no país”, afirmou.


Também presente na coletiva, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, detalhou o que foi discutido com o Congresso. “Nossa tese é simples: para um país produtor e exportador de petróleo, nós aumentamos a receita pública quando ele aumenta de preço. O que estamos propondo no Congresso é simplesmente converter esse aumento de arrecadação em redução de tributos aplicados em diesel, gasolina, etanol e biodiesel”, disse Moretti.

Leia mais

Medidas já anunciadas pelo governo

Desde março, o governo tem adotado medidas para conter as altas dos preços de outros combustíveis.


O primeiro anúncio foi a desoneração do PIS e da Cofins sobre o diesel, bem como a concessão de subsídios ao combustível.

Inicialmente, a subvenção foi de R$ 0,32 por litro, mas acabou ampliada para R$ 1,52 no diesel importado, e R$ 1,12 no nacional, com divisão de custos entre União e estados. Também foram adotadas medidas como:


  • Subsídio de cerca de R$ 11 por botijão de gás de cozinha importado;
  • Isenção de PIS/Cofins sobre querosene de aviação e biodiesel.

O custo total das iniciativas pode superar R$ 30 bilhões.

Segundo Durigan, durante sua agenda fora do país, a postura do Brasil diante dos efeitos da guerra foi elogiada.

“O que eu tive de resposta foi que o Brasil, além de estar aderente às orientações, foi um dos primeiros a adotar medidas que devem servir de exemplo para outros países”, comentou.

Impactos

A alta do petróleo já acende alertas para a inflação brasileira. Segundo projeções da IFI (Instituição Fiscal Independente), o conflito pode acrescentar entre 0,7 e 1 ponto percentual ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) neste ano.

Além disso, a Petrobras já havia anunciado reajustes, como no QAV (querosene de aviação), embora esteja tentando moderar o repasse para a gasolina e o diesel para evitar um choque imediato no consumo.

*Estagiária sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe

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