Declaração do IR pode se tornar automática em até três anos, diz ministro da Fazenda
Medida prevê integração de dados disponíveis em bases oficiais e privadas, como informações de bancos, empresas e planos de saúde
Brasília|Do R7
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que em dois ou três anos não será mais necessário aos contribuintes brasileiros fazer a declaração do IR (Imposto de Renda). A novidade, caso se confirme, se deve às mudanças que têm sido adotadas pelo governo federal com foco na automatização de procedimentos.
Em março, Durigan havia acenado para essa possibilidade, após ter pedido à Receita Federal o desenvolvimento de um sistema capaz de reunir informações financeiras dos contribuintes, o que dispensaria o preenchimento manual da declaração.
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Nesta segunda-feira (1º), em entrevista à rádio CBN, o ministro reforçou que a mudança deve ocorrer dentro de dois ou três anos.
“Não é possível que, com todo mundo tendo declarado no dia a dia as obrigações à Receita, ainda vamos obrigar o contribuinte a parar, gastar tempo útil da vida — seja de trabalho ou de descanso — para prestar informações que, muitas vezes, já temos”, comentou.
Durigan acrescentou que a meta é, a partir de 2027, aumentar essa desobrigação, que levaria “alívio para as pessoas”. “Espero que, em dois ou três anos, todo mundo fique sem [necessidade de fazer a] declaração do Imposto de Renda”, completou o ministro.
Sistema automático
A demanda proposta à Receita Federal prevê a integração de dados disponíveis em bases oficiais e privadas, como informações bancárias, registros de empresas e dados de planos de saúde.
Com isso, o contribuinte teria apenas de revisar e validar os dados apresentados pelo sistema. O modelo seria uma evolução da declaração pré-preenchida, que tem sido mais adotada nos últimos anos e, segundo estimativas do Fisco, deve alcançar cerca de 60% da população que declara o IR.
Atualmente, a declaração pré-preenchida reúne dados como rendimentos, bens, investimentos e deduções. Ainda assim, a Receita Federal orienta aos contribuintes que confiram essas informações, pelo fato de serem dados fornecidos por terceiros.
A proposta do governo envolve ampliar gradualmente esse modelo, até que o envio manual deixe de ser necessário.
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