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Governo vai aumentar em R$ 95,20 o limite de isenção do Imposto de Renda. Centrais querem R$ 1.346,40

Reajuste na tabela livra do desconto na fonte quem ganha até R$ 1.999,18

Economia|Juca Guimarães, do R7

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A mudança no IR deve ser anunciada no feriado de 1º de maio
A mudança no IR deve ser anunciada no feriado de 1º de maio

O governo deve anunciar no domingo um reajuste de 5% no limite de desconto do Imposto de Renda nos salários. O limite de isenção, que hoje é de R$ 1.903,98, sobe então para R$ 1.999,18 com a alteração da tabela.

O último reajuste no limite de isenção foi em julho de 2015, quanto passou de R$ 1.787,77 para R$ 1.903,88, favorecendo cerca de 11,5 milhões de trabalhadores que estavam na faixa de 7,5% de desconto e ficaram isentos.


O anúncio da nova faixa de isenção, R$ 95,20 maior que a atual, deve ser feito pela presidente Dilma Rousseff, no feriado de 1º de maio. A ideia é melhorar a popularidade da presidente que enfrenta um processo de impeachment no Congresso.

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Desde o último reajuste, que foi de 6,5%, os trabalhadores reivindicam uma correção mais efetiva na tabela que contemple, no mínimo, a inflação. "É um absurdo descontrar o Imposto de Renda dos trabalhadores que ganham R$ 2 mil. A tabela está muito defasada. Precisou um processo de impeachment rolando para o governo decidir reajustar e mesmo assim não é o suficiente. Então deveria ter um impeachment por ano até chegar a um limite justo", disse João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-executivo da Força Sindical.

Juruna defende, junto com outras entidades sindicais, uma correção de acordo com o estudo realizado pelo Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais) sobre a defasagem na tabela. O limite de isenção do Imposto de Renda deveria ser igual a R$ 3.250,38. Ou seja, R$ 1.346,40 maior que a medida a ser anunciada pelo governo no dia 1°. Entre 1996 e 2015, a tabela do IR acumulou uma defasagem de 72% frente a inflação.

No início do ano, o governo descartou um reajuste na tabela do Imposto de Renda argumentando que a perda de arrecadação iria aumentar ainda mais os efeitos da crise econômica.

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