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Greve dos petroleiros mantém perdas na produção da Petrobras

Em dois dias, estatal perdeu mais de 250 mil barris de petróleo

Economia|Da Agência Brasil

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Casos isolados de ocupação de instalações e de controle da produção, impedem a atuação de equipes de contingência
Casos isolados de ocupação de instalações e de controle da produção, impedem a atuação de equipes de contingência

A Petrobras informou que, apesar da queda na produção, tem conseguido reduzir os impactos da greve dos petroleiros. Nesta quinta-feira (5) à noite, a estatal estima uma perda de 127 mil barris de petróleo para o fechamento. O que significou uma recuperação de 25% na comparação à queda do dia anterior — de 134 mil barris de petróleo na quarta-feira (4).

Para a Petrobras, casos isolados de ocupação de instalações e de controle da produção, impedem a atuação de equipes de contingência da empresa para restabelecer o funcionamento, mas adiantou que está tomando providências jurídicas.


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“A companhia está tomando as medidas jurídicas cabíveis para resguardar seus direitos e continuará atuando para garantir a manutenção de suas atividades, a preservação de suas instalações e a segurança de seus trabalhadores”, informou a Petrobras em nota divulgada às 21h50.

Abastecimento


Os postos revendedores de combustíveis estão com o funcionamento normal. A informação é da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes). Segundo a entidade, até o momento, “não há informações sobre ocorrências de falha no abastecimento”. No município do Rio, o funcionamento foi confirmado pelo Sindcomb (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Lubrificantes e Lojas de Conveniência).

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De acordo com a entidade, nesta quinta-feira, chegou a ser noticiado que um posto fechou por falta de diesel, mas a informação foi contestada. O posto interrompeu o funcionamento por causa de uma obra e não estava com falta de combustíveis.

Manifestação

Hoje um grupo de petroleiros fez uma manifestação, organizada pela FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) e pelo Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro), em frente ao Estaleiro Inhaúma, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro, para denunciar a transferência de obras para outras partes do Brasil, entre elas, Rio Grande do Sul e Paraná; e até para fora do país, como para a China.

Segundo o secretário-geral da FNP, Emanuel Jorge Cancella, os petroleiros estão preocupados com a possibilidade do Inhaúma ser fechado, o que representará perda de empregos, repetindo o que ocorreu no Estaleiro Eisa-Mauá, em Niterói, e no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), localizado em Itaboraí, na região metropolitana.

— Já cortaram 2.000 neste estaleiro e o temor é a perda de mais emprego e fechamento do estaleiro, porque a indústria naval é muito importante para o País e para o Estado.

De acordo com a FNP, na década de 1980, o estaleiro, que tinha o nome de Ishibrás, era um dos maiores a receber encomendas no mundo, mas na década de 1990 foi paralisado diante dos impactos da decadência da indústria naval. Somente em 2010 a situação mudou com o arrendamento da Petrobras e a retomada das atividades em 2012, quando o estaleiro se comprometeu a construir a FPSO-74 para o pré-sal da Bacia de Santos.

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