Economia Guedes vê Brasil 'no caminho da miséria' com vitória 'do outro lado' nas eleições

Guedes vê Brasil 'no caminho da miséria' com vitória 'do outro lado' nas eleições

Ministro da Economia afirma que governo Bolsonaro deixa o país "arrumadinho" e avalia que "dá para afundar bastante"

  • Economia | Do R7

Guedes afirma que PIB brasileiro pode crescer até 3% neste ano

Guedes afirma que PIB brasileiro pode crescer até 3% neste ano

Marcelo Camargo/Agência Brasil - 28.06.2022

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou o discurso eleitoral ao afirmar que, caso o presidente Jair Bolsonaro seja reeleito, o governo vai continuar a privatizar, a abrir a economia e a reduzir despesas, enquanto, no caso de vitória "do outro lado", não se sabe o que será feito e o país estará no caminho da miséria.

"Estamos deixando arrumadinho, mas dá para afundar bastante", afirmou Guedes em palestra na ACRJ (Associação Comercial do Rio de Janeiro) nesta quarta-feira (14). "Enquanto a gente estiver no governo eles vão rolar o fim do mundo sempre para o ano que vem. Mas eles que vão levar para o fim do mundo [se ganharem]", disse, em referência aos rivais de Bolsonaro na disputa presidencial.

O ministro previu que o PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país — pode crescer até 3% neste ano, e voltou a criticar as estimativas mais modestas de analistas, ressaltando que os modelos estão defasados ao seguir tendo como norte os investimentos públicos e afirmando que as projeções estão tendo que ser revistas para cima.

As despesas públicas fecharão este ano em 18% do PIB, e poderão cair a 15% do PIB com a reeleição do governo Bolsonaro, avalia Guedes, sem detalhar. Ele reiterou críticas à regra do teto de gastos, mas afirmou que o governo só abriu o teto para ajudar necessitados.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social precisará devolver ao Tesouro Nacional R$ 90 bilhões que ainda restam do pagamento de empréstimos feitos ao banco em governos anteriores, disse Guedes. Segundo ele, a "direção jurídica" do BNDES quer manter os recursos em caixa, mas eles serão devolvidos, o que levará a relação dívida/PIB a 76%, ante 77,6% em julho.

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