‘Impactos enormes para o agro’, diz CNA sobre acordo Mercosul-UE, em vigor a partir de hoje
Pacto reduz tarifas e amplia acesso de itens brasileiros à Europa, mas exige que produtores locais se adaptem ao aumento da concorrência
Economia|Do R7, em Brasília
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O acordo entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor de forma provisória nesta sexta-feira (1º) com a promessa de abrir oportunidades de mercado para o setor produtivo brasileiro e para o parceiro europeu.
Assinado após 26 anos de negociações, o pacto prevê a redução gradual de tarifas de produtos comercializados entre as duas regiões, além de estabelecer normas mais previsíveis para o intercâmbio comercial.
“É o maior acordo já negociado pelo Mercosul e ele muda completamente a forma como o Brasil se relaciona comercialmente com os países da União Europeia”, afirma a diretora de Relações Internacionais da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Sueme Mori.
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Segundo a confederação, as implicações do acordo para o agronegócio do Brasil são significativas. Isso porque o tratado amplia o acesso às exportações de produtos nacionais ao mesmo tempo em que eleva a oferta de itens europeus no país, exigindo adaptações dos produtores locais.
“Os impactos para o agro brasileiro são enormes. De um lado, um leque de oportunidades para o aumento das exportações e, de outro, desafios decorrentes da maior exposição aos produtos europeus”, ressalta Sueme Mori.
Conforme o governo federal, o acordo envolve 31 países, 720 milhões de pessoas e um PIB que ultrapassa os R$ 22 trilhões.
Para o MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), a redução tarifária tornará os produtos brasileiros mais competitivos no continente europeu. “De forma geral, a demanda europeia elevará a qualidade da nossa oferta exportável e possibilita uma maior diversificação da pauta exportadora agrícola brasileira àquele mercado”, considera a pasta.
Força no exterior
Dados do MAPA apontam que o Brasil se consolidou em 2024 como o terceiro maior exportador agrícola do mundo e o principal fornecedor do setor para o mercado europeu.
No ano passado, as vendas de produtos do gênero para a União Europeia somaram US$ 21,8 bilhões, representando 44% da pauta exportadora nacional para o bloco. Esse montante chega a US$ 25,2 bilhões ao considerar o agronegócio em sua totalidade — incluindo itens como celulose, couros processados e madeira.
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