Indústria tem recuo nos investimentos, segundo FGV
Lucros e reservas continuam sendo a principal fonte de recursos
Economia|Do R7

Os investimentos na indústria estão apresentando um recuo, de acordo com a Sondagem de Investimentos da FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgada nesta quinta-feira (12).
Em julho-agosto deste ano, 36% das empresas afirmaram ter investido mais nos últimos 12 meses do que o fizeram nos 12 meses imediatamente anteriores, enquanto 25% investiram menos.
Em abril-maio de 2013, esses percentuais haviam sido de 45% e 22%, respectivamente. Houve, portanto, um aumento no percentual dos que disseram ter investido menos e um recuo na proporção dos que dizem ter investido mais.
Em relação aos próximos 12 meses, a sinalização é também de desaceleração: 34% das empresas preveem investir mais e 17% programam investir menos.
A diferença de 17 pontos percentuais (p.p.) entre a proporção de respostas favoráveis e desfavoráveis é a menor dos cinco trimestres pesquisados desde julho-agosto de 2012. No bimestre abril-maio de 2013, 51% das empresas previam investir mais e 15% investir menos, a maior diferença dos cinco trimestres pesquisados (36 p.p.).
Origem dos recursos
Em 2012, pelo 13º ano consecutivo, os Lucros e reservas reinvestidos continuaram sendo a principal fonte de recursos para investimentos, com participação média de 65% no total de recursos usados pelas empresas industriais.
Este resultado alinha-se à média dos cinco anos anteriores. Os empréstimos no País representaram em média 28% das fontes de recursos das empresas industriais brasileiras, três pontos percentuais abaixo do patamar alcançado em 2011, quando havia sido registrado o maior nível da série histórica iniciada em 2000.
Nas projeções feitas para este ano, houve um ligeiro aumento no percentual de empresas que apontam o uso de Lucros e reservas reinvestidos em relação ao projetado no ano passado, de 61% para 62% do total. No caso dos Empréstimos no País, a participação média projetada ficou em 31% do total, um valor inferior ao projetado no ano passado, de 32%.
Gastos
Os gastos em máquinas e outros equipamentos nacionais vêm sendo a opção majoritária nos últimos anos, oscilando em torno de 40% do total. Em 2011, os investimentos destinados a esta finalidade haviam representado em média 39% do total. Para 2012, a proporção subiram a 41%.
Entre 2011 e 2012, houve queda dos investimentos destinados às outras finalidades: as Máquinas e Outros Equipamentos Estrangeiros, que haviam representado 19% dos investimentos em 2011, passaram a representar 17% no ano passado; e o item Ampliação ou Reformas diminuiu sua participação de 26% para 24% no mesmo período de comparação.
Nas projeções feitas para este ano, as Máquinas e Outros Equipamentos Nacionais representariam 39% dos investimentos, contra 37% projetados no ano passado (o dado realizado terminou sendo 41%, superior ao projetado, como observado acima). Já os gastos previstos com Ampliação ou Reformas e nas compras de Máquinas e Outros Equipamentos Estrangeiros diminuíram em relação ao projetado no ano passado, de 26% para 23%, e de 19% para 17%, respectivamente.















