Inflação de serviços sobe 0,39% e a de produtos cai 0,13% em SP
O custo de vida por classe social apresentou aumento de 0,12%, segundo a FecomercioSP
Economia|Do R7
A inflação de serviços voltou a acelerar em agosto, enquanto a de produtos teve deflação no comércio varejista na região metropolitana de São Paulo, segundo indicadores da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
Os dados divulgados nesta terça-feira (29) mostram que o IPS (Índice de Preços de Serviços) teve crescimento médio de 0,39% e o IPV (Índice de Preços do Varejo) diminuiu 0,13%, em relação a julho. O custo de vida por classe social, que analisa o conjunto de preços dos produtos e dos serviços, apresentou aumento de 0,12%.
Dentre os serviços, as maiores variações em relação a julho foram constatadas nos seguintes grupos: artigos de residência (1,73%), saúde e cuidados pessoais (0,96%) e despesas pessoais (0,72%).
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Segundo a FecomercioSP, a aceleração é desconfortável, pois em julho a inflação de serviços havia subido apenas 0,26%. Em agosto, o maior aumento nos preços ocorreu nos hotéis (7,16%). A classe A (com renda superior a R$ 12.207,24) foi a que mais sofreu impacto no mês, com alta de 0,53%. Em 12 meses, a inflação sobre serviços alcançou 5,55%.
Considerando a inflação sobre produtos, as maiores quedas mensais foram medidas nos grupos transportes (-0,60%), habitação (-0,38%) e artigos de residência (-0,33%). Em termos anuais, o aumento dos preços é de 5,92%.
Em agosto, a merluza foi o item com maior alta (16,9%) no mês. A avaliação por classe social mostrou que as famílias da classe A foram as mais impactadas, com variação de 0,06%.
O CVCS ficou estável comparado com o aumento de 0,13% registrado em julho. A estabilidade em agosto foi balanceada pela alta nos grupos de despesas pessoais (+0,78%) e educação (+0,52%); e teve quedas nos quesitos transportes (-0,55%) e artigos do lar (-0,19%).
A classe A sofreu o maior impacto e sentiu a alta de 0,31%. No acumulado de 12 meses, a inflação registrada sobre o conjunto de produtos e serviços foi de 5,74%.
Para a FecomercioSP, os ajustes de política monetária estão surtindo efeitos positivos sobre a inflação. Além da percepção dos mercados de que o Banco Central está alerta aos riscos da inflação, a situação internacional tem contribuído para que a pressão cambial diminua.
Com isso, as projeções indicam que até o fim do ano a inflação sobre produtos e serviços deva convergir para um patamar entre 5% e 5,5%.















