Inflação do aluguel desacelera alta a 0,44% na 1ª prévia de dezembro
Os alimentos processados ajudaram nesse movimento de recuo dos preços
Economia|Do R7, com Reuters

A inflação do aluguel, medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), subiu 0,44% na primeira prévia de dezembro, depois de avançar 1,31% no mesmo período de apuração do mês anterior, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quinta-feira (10).
O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.
O IGP-M é a média aritmética ponderada de três outros índices de preços: IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), com 60%; IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30%; e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com 10%.
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O IPA registrou variação de 0,37%, no primeiro decêndio de dezembro. No mesmo período do mês de novembro, o índice variou 1,73%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de 2,19% para 1,19%.
Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 3,09% para 1,75%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 0,36%, ante 1,78%, no mês anterior. A principal contribuição para este recuo partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura que passou de 2,30% para 0,28%.
O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -0,60%. No mês anterior, a taxa foi de 1,14%. Entre os itens com taxas em trajetória decrescente, destacam-se: minério de ferro (-0,34% para -7,17%), soja (em grão) (0,93% para -2,83%) e bovinos (1,71% para 0,20%). Em sentido oposto, vale mencionar: leite in natura (-3,51% para -2,28%), laranja (-0,53% para 3,30%) e mandioca (aipim) (7,55% para 8,97%).
O IPC apresentou taxa de variação de 0,73%, no primeiro decêndio de dezembro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,62%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (0,31% para 0,94%). Nesta classe de despesa, a maior contribuição partiu do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -2,80% para 7,49%.
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos:
— Educação, Leitura e Recreação (0,33% para 1,20%),
— Habitação (0,40% para 0,53%),
— Despesas Diversas (0,05% para 0,20%) e
— Comunicação (0,25% para 0,29%).
Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: passagem aérea (7,83% para 24,46%), tarifa de eletricidade residencial (0,81% para 1,40%), alimentos para animais domésticos (-1,17% para 0,02%) e tarifa de telefone residencial (0,20% para 0,62%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:
— Transportes (1,90% para 1,11%),
— Vestuário (0,40% para 0,02%) e
— Saúde e Cuidados Pessoais (0,52% para 0,51%).
Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: gasolina (5,22% para 3,09%), roupas (0,54% para -0,20%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,26% para 0,05%), respectivamente.
O INCC registrou, no primeiro decêndio de dezembro, taxa de variação de 0,22%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,23%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,46%. No mês anterior, a taxa foi de 0,49%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não apresentou variação, pelo quarto mês consecutivo.













