Inflação oficial perde ritmo em junho, mas ainda acumula 8,84% em um ano
IPCA desacelerou em junho graças ao recuo dos preços de produtos e serviços de transportes
Economia|Do R7

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo), desacelerou em junho e agora acumula 8,84% nos últimos 12 meses, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (8).
A meta estipulada pelo governo é de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais, o que permite até 6,5%. Portanto, a variação natural dos preços ainda está longe desta marca.
Em maio, o aumento geral dos preços havia sido de 0,78% e, no mês passado, perdeu ritmo e chegou a 0,35% graças ao recuo dos preços do grupo transportes.
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Somente no mês passado, os produtos e serviços atrelados ao grupo transporte ficaram 0,53% mais baratos, com destaque para as passagens aéreas (queda de 4,56% na tarifa), seguro voluntário de veículo (1,25% mais barato) e a gasolina (1,22% mais em conta).
O grupo alimentação e bebidas, que respondeu pela maior parte da inflação medida em junho, puxou os preços para cima. Os itens que mais subiram foram: feijão-carioca (41,78% mais caro em junho), feijão-mulatinho (alta de 34%) e leite longa vida (aumento de 10%).
Fora do grupo alimentação, estão mais caros a taxa de água e esgoto (2% mais alta), comida para animais (2%) e artigos de papelaria (1,4%), entre outros.
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Se os preços do feijão e do leite subiram muito acima da inflação do mês, a cenoura ficou 23% mais barata em junho. Também estão mais em conta a cebola (17%), o açaí (12%), o tomate (8%) e frutas (7,5%).
Entre os itens não alimentícios, além da passagem aérea, também ficaram mais leves no bolso do consumidor, em junho, as boates e danceterias (2% mais baratas), excursão (1,8%), hotel (1,4%) e carro zero (0,9%).















