Logo R7.com
RecordPlus

Itaú pode pagar até R$3,5 bi por Alpargatas, do grupo JBS

Uma das empresa da família Batista, que detém a marca Havaianas, está sendo negociada

Economia|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Ações da Alpargatas tiveram forte alta este ano
Ações da Alpargatas tiveram forte alta este ano

Por Tatiana Bautzer e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - A Cambuhy e o Itaúsa podem pagar entre 3,3 bilhões e 3,5 bilhões de reais por uma participação majoritária na Alpargatas SA, dona da marca Havaianas, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.


Os lucros com a venda da Alpargatas, cujas ações têm forte alta neste ano, podem ajudar a reduzir a grande dívida dos proprietários, que também estão envolvidos em escândalo de corrupção.

A Cambuhy Investimentos Ltda e a Itaúsa Investimentos SA estão trabalhando para fechar os termos de um acordo já na próxima semana, quando acaba o período de exclusividade com a acionista controladora da Alpargatas, a J&F Investimentos SA, disse a primeira fonte.


A Itaúsa gere a fortuna das famílias brasileiras Villela e Setúbal, que controlam o Itaú Unibanco Holding SA, maior banco da América Latina em ativos. A Cambuhy é a empresa da família do bilionário Moreira Salles, também importante acionista do Itaú.

A J&F, que detém 86% da Alpargatas e administra a fortuna da família Batista, tem que levantar dinheiro para pagar uma multa de leniência de 10,3 bilhões de reais e empréstimos que estão para vencer, disseram as fontes. Os proprietários da J&F, Joesley e Wesley Batista, assinaram um acordo de leniência em maio após admitirem ter subornado quase 1.900 políticos.


As ações da Alpargatas acumulam alta de 63 por cento este ano. A empresa é o primeiro dos ativos da J&F a ser colocado à venda na esteira do envolvimento da família Batista no maior escândalo de corrupção do Brasil. A Reuters noticiou a oferta liderada pela Cambuhy em 16 de junho, o que as empresas confirmaram uma semana depois.

A J&F, a Cambuhy e a Itaúsa se recusaram a comentar. As fontes pediram para não ser identificadas porque as negociações continuam privadas.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.