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Jovens ‘nem-nem’ crescem no início de 2026 e são 6,2 milhões no Brasil

Levantamento do Ministério do Trabalho mostra que grupo segue como principal alerta social, com impacto maior entre mulheres

Economia|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 6,2 milhões de jovens brasileiros entre 14 e 24 anos não estudam nem trabalham, representando 18,7% dessa população.
  • O número de jovens "nem-nem" aumentou em relação ao final de 2025, devido ao término de contratos temporários e mudanças no calendário escolar.
  • Apesar do cenário desafiador, 73% dos jovens têm pelo menos o ensino médio, e 2,3 milhões frequentam o ensino superior.
  • A taxa de desemprego entre jovens de 14 a 17 anos é de 25,1%, e entre 18 a 24 anos é de 13,8%, ambos superiores à média nacional de 5,8%.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Grupo dos jovens 'nem-nem' segue como principal alerta social no país Bruno Peres/Agência Brasil - 30.04.2025

Um total de 6,2 milhões de jovens brasileiros entre 14 e 24 anos não estudam nem trabalham, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O número é referente ao primeiro trimestre do ano e apresentou uma evolução de 12,7% em relação ao último trimestre de 2025, quando eram 5,5 milhões de jovens fora da escola e do mercado de trabalho.


Atualmente, os chamados jovens “nem-nem” representam 18,7% da população brasileira entre 14 e 24 anos.

As estatísticas fazem parte do estudo “Os jovens no Brasil: permanências e necessidades de mudança”, elaborado pela Secretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, com base na Pnad Contínua do primeiro trimestre de 2026.


Apesar da alta na quantidade de jovens “nem-nem”, o ministério destaca que essa elevação costuma ocorrer no início do ano, em razão do encerramento de contratos temporários e da transição do calendário escolar.

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Ainda assim, o diagnóstico aponta que a dimensão do problema permanece alarmante. “A tendência de fundo é de queda, mas 6,2 milhões fora de tudo segue sendo o alerta social mais grave — e atinge mais as mulheres jovens”, destaca o documento.


O levantamento mostra que, entre os 32,9 milhões de jovens brasileiros, 39% apenas estudam, 29,1% apenas trabalham e 13,2% conseguem conciliar estudo e emprego. Já quase um em cada cinco está completamente fora desses dois ambientes.

Os dados mostram ainda que o maior grupo é justamente o de jovens que permanecem exclusivamente nos estudos: são 12,8 milhões de pessoas. Somados aos 4,3 milhões que estudam e trabalham, 17 milhões de jovens, ou 52% do total, seguem conectados ao sistema educacional.


Não estudam nem trabalham Luce Costa/Arte R7

Jovens seguem mais escolarizados

Apesar do cenário preocupante entre os “nem-nem”, a pesquisa mostra avanço na escolaridade da juventude brasileira. Segundo o levantamento, 73% dos jovens de 14 a 24 anos têm ao menos o ensino médio.

Além disso, 2,3 milhões frequentam o ensino superior, e 944 mil já concluíram a graduação.

Desemprego ainda é desafio

Mesmo com melhora nos indicadores do mercado de trabalho, o desemprego entre jovens ainda segue acima da média nacional.

Entre adolescentes de 14 a 17 anos, a taxa de desemprego é de 25,1%. Já entre jovens de 18 a 24 anos, o índice é de 13,8% — mais que o dobro da média nacional, de 5,8%.

O estudo aponta que a taxa de desemprego jovem caiu pela metade desde o pico registrado em 2021, mas o acesso ao primeiro emprego ainda segue como uma barreira importante.

“Entrar no mercado segue mais difícil para quem começa: o jovem de 18 a 24 anos enfrenta desemprego 2,4 vezes a média nacional”, conclui o documento.

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