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Juros médios e inadimplência caem em julho, spread fica estável

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O custo médio dos empréstimos ficou mais barato em julho em meio à queda da inadimplência, divulgou o Banco Central nesta quarta-feira, num mês em que o spread bancário seguiu estável.

Os dados dizem respeito ao segmento de recursos livres, em que as taxas são livremente definidas pelos bancos.

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Neste segmento, os juros médios recuaram a 38,1 por cento ao ano em julho, sobre 38,5 por cento em junho, no menor patamar desde dezembro de 2014. No mesmo mês do ano passado, a taxa média era de 46,5 por cento.

Ao mesmo tempo, a inadimplência no segmento recuou a 4,3 por cento em julho, sobre 4,4 por cento em junho.

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Por sua vez, o spread bancário, que mede a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada pelos bancos ao consumidor final, ficou estável em 29,4 pontos percentuais na mesma base de comparação.

O barateamento do crédito se dá em meio a mudanças promovidas pelo BC para diminuir os juros do cartão de crédito e à permanência da taxa básica de juros em seu menor nível histórico, de 6,5 por cento ao ano.

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Em julho, os juros médios cobrados das pessoas físicas no cartão de crédito caíram 20,4 pontos, a 271,4 por cento ao ano.

No rotativo regular, em que há o pagamento da fatura mínima, o recuo foi de 9 pontos, a 252,1 por cento ao ano. No rotativo não regular, modalidade em que os consumidores não realizam o pagamento mínimo, a queda foi de 28,1 pontos, a 285,2 por cento ao ano.

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ESTOQUE

O estoque geral de crédito no país, que também inclui os recursos direcionados, recuou 0,2 por cento em julho sobre junho, a 3,125 trilhões de reais, equivalente a 46,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Com isso, interrompeu quatro meses seguidos de expansão.

De janeiro a julho, o aumento do saldo geral de financiamentos foi de 1,1 por cento, indo a 2,4 por cento no acumulado em 12 meses.

O BC piorou sua estimativa para o mercado de crédito no país a um crescimento de 3 por cento em 2018, no seu último Relatório Trimestral de Inflação, ante expectativa anterior de 3,5 por cento.

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(Por Marcela Ayres)

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