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Mais de 10,6 mil empresas confirmam troca de fornecedor de energia; maioria é de SP

Nova atualização da Aneel mostra que companhias informaram que migrarão para o mercado livre de energia em 2024

Economia|Johnny Negreiros, do R7*

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Desse total, mais de 3.000 são empresas paulistas
Desse total, mais de 3.000 são empresas paulistas

Mais de 10,6 mil empresas informaram às distribuidoras que vão migrar para o mercado livre de energia elétrica a partir de 2024, diz a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), reguladora do setor.

Apenas companhias podem fazer essa migração, pois foram beneficiadas pela portaria n° 50/2022, do Ministério de Minas e Energia. Essa opção não está disponível para residências.


Pessoas jurídicas são a maioria do Grupo A de consumidores, que tem cerca de 202 mil cadastros. Desse total, mais de 36,6 mil empresas já estão no mercado livre, sistema de contratação em que o consumidor de energia elétrica escolhe o seu fornecedor.

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No mercado livre de energia, as condições do fornecimento, como prazo, fonte da energia, preços, flexibilidade e outras facilidades, incluindo produtos e serviços, são negociadas diretamente entre a empresa consumidora e a companhia que fornece energia elétrica.


“Já há mais de 10 mil consumidores, que são empresas industriais e comerciais de menor porte e que consomem energia elétrica em alta tensão, que fecharam contratos com novos fornecedores, comprando energia por prazos diversos, com significativa redução de preços, cujos descontos podem chegar a algo entre 30% e 40%”, explicou Rodrigo Ferreira, presidente-executivo da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia).

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Chamado oficialmente de ACL (Ambiente de Contratação Livre), o mercado livre tem acesso restrito a clientes de alta e média tensão, os que recebem energia elétrica em tensão igual ou superior a 2,3 kV (kilovolt) e estão no grupo A.

O Grupo B de consumidores de energia é formado, em sua maioria, por residências, num total de 89 milhões de clientes que não podem escolher a companhia fornecedora de eletricidade. Segundo levantamento da Abraceel, 35 países em todo o mundo têm mercado livre de energia acessível a todos os consumidores.

Maioria é paulista

A maior parte das empresas que vão migrar para o mercado livre é do estado de São Paulo, num total de 3.129 companhas.

A região passou por uma crise elétrica no início do mês, que deixou quase 2 milhões de pessoas sem luz após uma tempestade com vendaval. Alguns clientes chegaram a ficar até sete dias no escuro.

Com isso, a concessionária Enel, estatal italiana, passou a receber críticas. O presidente da organização no Brasil, Nicola Cotugno, deixou o cargo na quinta-feira (23).

A companhia afirmou que o novo presidente no Brasil será Antonio Scala, executivo com 18 anos de trajetória na Enel.

* Sob supervisão de Ana Vinhas

Presidente da Enel se desculpa por falta de luz em São Paulo no início do mês

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