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Malha fina: Receita cobrou R$ 5,2 bilhões por irregularidades nas declarações em 2025

Das 45 milhões de declarações recebidas no ano passado, 7% acabaram retidas, mas adoção dessa medida tem diminuído

Economia|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Receita Federal cobrou R$ 5,2 bilhões de contribuintes por irregularidades na declaração do Imposto de Renda de 2025.
  • O valor inclui R$ 2,6 bilhões de pessoas que autorregularizaram e R$ 2,6 bilhões de contribuintes que permanecem na malha fina.
  • Das 45 milhões de declarações recebidas, 3,2 milhões foram retidas na malha, com uma queda na retenção por omissão de rendimentos entre 2021 e 2025.
  • A Receita planeja implementar o programa Confia e atualizar normas sobre transações com criptoativos para combater evasão fiscal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dados foram divulgados durante coletiva sobre resultados da fiscalização da Receita Federal Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

Em 2025, a Receita Federal cobrou R$ 5,2 bilhões por irregularidades na declaração do Imposto de Renda de pessoas físicas referente a 2024, segundo dados apresentados pelo Fisco nesta quinta-feira (9).

Do total, R$ 2,6 bilhões eram referentes à situação de 2,4 milhões de contribuintes que regularizaram a própria situação; o restante da quantia é o montante cobrado de quem caiu na malha fina e não corrigiu a declaração.


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Das 45 milhões de declarações recebidas, 3,2 milhões (7,1%) acabaram retidas na malha. A Receita detalhou, porém, que essa medida resultante da omissão de rendimentos tem caído ao longo dos anos. Entre 2021 e 2025, a taxa foi de 41,4% para 26,1%.

Os dados foram divulgados durante a coletiva sobre os resultados da fiscalização da Receita Federal em 2025. Além do balanço sobre o Imposto de Renda, o Fisco anunciou os planos para este ano.


Expectativas

Para este ano, o Fisco espera adotar definitivamente o programa Confia, uma iniciativa de conformidade cooperativa fiscal que estabelece um relacionamento colaborativo entre a Receita e grandes contribuintes.

Além disso, no primeiro trimestre deste ano, o órgão atualizou a instrução normativa referente a transações com criptoativos. A expectativa é de que a medida possibilite intensificar a cooperação com as administrações tributárias dos demais países que adotam o padrão da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) no combate à evasão e à lavagem de dinheiro, bem como ao financiamento de atividades criminosas.


A norma passou por atualização para que, a partir de 2027, possa valer com base no calendário de 2026. E o outro foco do Fisco serão as “bets”. Uma lei sancionada em dezembro último determina a responsabilização solidária pelo recolhimento de tributos incidentes sobre a exploração ilegal de apostas de quota fixa.

Assim, instituições financeiras que, mesmo após serem comunicadas sobre irregularidades, não adotarem medidas restritivas e permitirem transações com apostas desse tipo feitas por operadores não autorizados terão de responder sobre a dívida à Justiça e em conjunto.

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