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Mantega reduz previsão de crescimento do PIB para 2,3% neste ano

Questionado, ministro disse que trata-se apenas de uma previsão

Economia|Do R7

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Apesar da redução, a projeção do governo ainda é mais otimista do que o do mercado
Apesar da redução, a projeção do governo ainda é mais otimista do que o do mercado

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reduziu nesta segunda-feira (28) a previsão de crescimento da economia brasileira para 2,3% neste ano, o mesmo resultado visto em 2013 e menor do que a estimativa do Orçamento deste ano, de expansão de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014.

Mantega falou sobre o número durante sua apresentação em evento em São Paulo. Em seguida, ao ser questionado por jornalistas se havia revisado o dado, o ministro respondeu que trata-se apenas de uma previsão.


— Vamos revendo esse número à medida que tivermos resultados concretos.

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Apesar da redução, a projeção do governo ainda é mais otimista do que o do mercado. Segundo pesquisa Focus do Banco Central, a perspectiva dos economistas consultados é de que o PIB crescerá 1,65% neste ano.

A economia brasileira tem enfrentado dificuldade para acelerar o crescimento diante da incerteza da economia internacional e desconfiança dos agentes econômicos com a condução da política econômica.


Para o ministro, o PIB poderia crescer mais de 3% caso não houvesse restrições de crédito no País. Os empréstimos estão mais caros com a atual política monetária, que já elevou a Selic em 3,75 pontos percentuais desde abril passado, para o atual patamar de 11% ao ano.

Por outro lado, acrescentou, o governo não está mais estimulando o consumo e que está retirando os estímulos que já existem. Mas afirmou que governo está trabalhando para viabilizar aumentos nas exportações do setor automotivo à Argentina, sem dar mais detalhes.


Mantega disse que o Brasil está preparado para lidar com a atual recuperação econômica global, mas acrescentou que ela ocorre lentamente. Para ele, no entanto, os países emergentes vão crescer mais rápido do que a maioria do que os desenvolvidos.

O ministro voltou a dizer que a meta de inflação — de 4,5% pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos — será cumprida neste e nos próximos anos, e que o BC (Banco Central) tem autonomia para lidar com a política monetária.

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