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Mercado de trabalho tem piora em março com alta do desemprego

Segundo FGV, indicador de emprego nos próximos meses também teve resultado ruim

Economia|Do R7

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A renda dos trabalhadores também teve uma piora acentuada
A renda dos trabalhadores também teve uma piora acentuada

O mercado de trabalho voltou a apresentar resultados ruins no mês de março, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (8) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O ICD (Indicador Coincidente de Desemprego) subiu 6,9% em março na comparação com o mês anterior, de 78 pontos para 83,4 pontos, considerando os dados ajustados sazonalmente.


Em fevereiro, o ICD já havia subido 1,2% (de 77,1 para 78 pontos). Segundo a FGV, "o resultado sinaliza uma nova piora do mercado de trabalho em março".

"O ICD mostra um aumento do desemprego, motivado por demissões, o que é capturado pela piora da percepção das famílias em relação ao mercado de trabalho. Como as demissões estão se alastrando para o setor de serviços, que é intensivo em mão de obra, parece que as famílias passam a perceber mais facilmente essa piora", observou o pesquisador da FGV, Rodrigo Leandro de Moura.


A instituição ressaltou ainda que famílias de todos os extratos de renda apresentaram uma piora acentuada em sua percepção do mercado de trabalho, com destaque para aquelas pertencentes à classe média (cuja renda familiar está entre R$ 2.100 e R$ 4.800).

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.


Emprego nos próximos meses

O IAEmp (Indicador Antecedente de Emprego) recuou 8,6% em março ante o mês imediatamente anterior, nos dados com ajuste sazonal, de 71 pontos para 64,9 pontos. O resultado sucede a queda de 4,3% registrada em fevereiro (de 74,2 pontos para 71 pontos). Em nota, a FGV destacou que o resultado de março "reforça o cenário de forte desaquecimento do mercado de trabalho nos próximos meses".


"A piora acentuada das expectativas do empresariado do setor de serviços em relação à situação atual e futura dos negócios no mês de março deve se refletir na deterioração rápida do emprego no setor, tanto nesse como nos próximos meses. Concomitantemente, o segmento industrial continua aprofundando sua crise, o que deve continuar se refletindo em demissões.", afirma Rodrigo Leandro de Moura, pesquisador da FGV/IBRE.

Todos os componentes do IAEmp evoluíram negativamente em março. Mas o quesito que mede o grau de satisfação dos empresários do setor de serviços em relação à situação atual dos negócios foi o que exerceu a maior contribuição para a queda no mês, ao registrar variação negativa de 13,0% na margem. A percepção da tendência dos negócios para os próximos meses da Sondagem da Indústria veio a seguir, com variação também negativa de 11,1%.

O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

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