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Metade das empresas deve mudar seus investimentos caso redução da 6x1 seja aprovada

Levantamento da CNI aponta que 46% das empresas disseram que não manteriam suas decisões atuais de investimento

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 46% das empresas brasileiras podem rever seus planos de investimento caso mudanças na legislação trabalhista sejam aprovadas.
  • 97% das indústrias seriam afetadas pela redução da jornada de trabalho, com 73% contra a redução para 40 horas semanais sem corte salarial.
  • 85% das empresas temem aumento dos custos com empregados e 82% com fornecedores, além de riscos à competitividade e produção.
  • Principais medidas de adaptação incluem repasse de custos ao consumidor, automação e redução de reajustes salariais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Impacto potencial é maior entre as pequenas empresas José Paulo Lacerda/CNI – Arquivo

Cerca de metade das indústrias brasileiras afirma que poderá rever seus planos de investimento e expansão, caso sejam aprovadas mudanças na legislação trabalhista para reduzir a jornada semanal de trabalho ou proibir a escala 6x1, segundo sondagem divulgada nesta quinta-feira (2) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O material da Confederação mostra que 46% das empresas disseram que não manteriam suas decisões atuais de investimento diante de uma eventual redução legal da jornada de trabalho, enquanto 54% afirmaram que manteriam seus planos. O impacto potencial é maior entre as pequenas empresas, que apresentam maior propensão a abandonar projetos de expansão ou investimentos em razão do aumento de custos decorrente das mudanças.


A pesquisa mostra ainda que 97% das indústrias seriam afetadas por uma eventual redução da jornada de trabalho. Entre as empresas consultadas, 73% se posicionaram contra a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução de salários, enquanto 57% rejeitam a proibição da escala 6x1.

As empresas também demonstraram preocupação com os efeitos econômicos das propostas. Segundo a sondagem, 85% acreditam que as mudanças provocariam aumento dos custos com empregados e 82% esperam elevação dos custos com fornecedores.


Além disso, 70% apontam risco de perda de competitividade e 68% projetam redução do volume de produção.

Em relação à intensidade dos impactos, 85% das indústrias avaliam que o efeito sobre a folha de pagamentos seria alto ou médio. Já 81% enxergam risco alto ou médio de queda na produção e 76% avaliam que a perda de competitividade teria impacto elevado ou moderado.


Questionadas sobre possíveis medidas de adaptação, as empresas apontaram o repasse de custos ao consumidor como principal alternativa, opção citada por 51% dos entrevistados. Em seguida, aparecem investimentos em automação, mencionados por 41%, e a redução de reajustes salariais ou promoções, indicada por 34%.

A pesquisa também identificou diferenças conforme o porte das empresas. Enquanto 49% das grandes indústrias afirmaram que investiriam em automação para compensar a redução das horas trabalhadas, esse percentual cai para 29% entre as pequenas empresas. Já a possibilidade de reduzir o quadro de funcionários foi apontada por 17% das pequenas empresas, ante 10% das grandes.

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