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Mineradora de Eike informa prejuízo de R$ 1,8 bilhão no 2º trimestre

Segundo a MMX, as atividades operacionais da mineradora permanecem interrompidas

Economia|Do R7

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Conheça as manias e excentricidades do empresário Eike Batista
Conheça as manias e excentricidades do empresário Eike Batista

A mineradora MMX, do empresário Eike Batista, informou nesta segunda-feira (3) prejuízo líquido de R$ 1,891 bilhão no segundo trimestre de 2014, ante prejuízo de R$ 441,5 milhões no mesmo período do ano passado.

"Este resultado no trimestre é fundamentalmente consequência do teste de recuperabilidade de ativos realizado pela companhia no segundo trimestre, desdobrando em um reconhecimento de impairment (baixa contábil) de 1,807 bilhão de reais", afirmou a companhia em nota.


A baixa contábil é relativa ao valor remanescente contabilizado para as operações correntes e para o projeto de expansão da unidade Serra Azul de sua subsidiária MMX Sudeste Mineração, que se encontra em processo de recuperação judicial, disse e empresa em fato relevante na semana passada.

O atraso na divulgação das demonstrações financeiras do segundo trimestre, publicado apenas agora em plena temporada de resultados do terceiro período do ano, decorreu, segundo a empresa, do entendimento da administração de que tal divulgação deveria não somente contemplar informações financeiras relativas ao período, mas também a revisão do plano de negócios da companhia.


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"No cenário de retração de preços vigente no mercado, a viabilidade de novos projetos de minério de ferro passa a ser questionada mundialmente e a capacidade da Companhia em atrair novos sócios que possam dar continuidade ao Projeto de Expansão de Serra Azul é sensivelmente afetada", disse.

A empresa do grupo de Eike Batista acrescentou que as atividades operacionais da mineradora permanecem interrompidas na presente data.


"A companhia esclarece que a paralisação das atividades na mina de Serra Azul mostrou-se necessária em decorrência não somente da prolongada retração dos preços do minério de ferro no mercado internacional, mas também em função de restrições operacionais impostas pelo órgão ambiental do Estado de Minas Gerais", frisou a MMX, acrescentando estar empenhada em buscar uma solução junto às autoridades.

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Para fazer frente às demandas deste cenário, a companhia implementou uma série de medidas que buscaram preservar o caixa da empresa.

"Mediante concordância do acionista controlador e sujeito à ratificação do seu Conselho de Administração, a MMX ajuizou em 16/10/2014... pedido de recuperação judicial... da sua subsidiária MMX Sudeste Mineração S.A...", afirmou, ressaltando que o pedido configurou-se como a alternativa mais adequada diante da situação econômico-financeira da companhia.

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