Ministro da Casa Civil diz que 'se não restar outro caminho' pode haver aumento de impostos
Eliseu Padilha afirma que elevação será "última alternativa" para o reequilíbrio das contas
Economia|Do R7

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta segunda-feira (25) que o "maestro" da política econômica é o presidente em exercício, Michel Temer, e que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está correto ao dizer que a criação de impostos será uma "última alternativa" para o reequilíbrio das contas.
— Governo toca com maestro que chama Michel Temer e a equipe econômica, toda ela, vai no rumo daquilo que o presidente tem colocado. Claro que presidente ouve os técnicos, mas a decisão sempre é do presidente. [...] E o ministro Meirelles está dizendo o que é verdade: se não tem outro caminho [pode ter aumento de imposto]. Ele tem razão sim, ele é o responsável por manter as contas em dia.
Padilha disse que é natural que a Fazenda faça com periodicidade reavaliações sobre o cenário econômico ao se referir sobre o relatório de despesas e receitas do governo.
— Esse é o papel, ele (Meirelles) faz bem, ele tem que avaliar o cenário, a cada bimestre faz um relatório.
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O ministro ressaltou que ele não estava "falando nada em aumento de imposto" e que isso será uma alternativa em "último caso".
— O presidente Michel disse que, em último, quando não tiver outra alternativa.
Apesar de ter dito que Temer é o "maestro" do governo, Padilha ponderou que o ministro da Fazenda é que cuida das contas e a "palavra dele é absolutamente lei".
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Meirelles afirmou que, se o Congresso não aprovar a PEC que limita o teto dos gastos, o País sofrerá com aumento de impostos e juros.
— O que ele disse é o que o governo vai fazer. Eu pessoalmente, que também cuido da área política, eu confio muito de que nós vamos aprovar todas as medidas com quórum de mais de dois terços.















