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Ministro diz que é preciso reconhecer que Brasil gerou empregos

Manoel Dias lembrou que dezembro registrou o menor índice de desemprego desde 2003

Economia|Da Agência Brasil

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Segundo Dias, há uma crise econômica generalizada no mundo, o que não minimiza as dificuldades do Brasil
Segundo Dias, há uma crise econômica generalizada no mundo, o que não minimiza as dificuldades do Brasil

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse nesta segunda-feira (9), durante reunião com membros da Força Sindical, na capital paulista, que é preciso reconhecer que o Brasil continua gerando empregos. Ele também lembrou que, em dezembro, o número de vagas aumentou e registrou o menor índice de desemprego, ficando em 4,8%.

No entanto, ele destacou que há um clima de incertezas econômicas, mas que também há um exagero quanto à gravidade dos problemas do País.


— Eu sou sempre otimista e não acho que está tão ruim quanto querem. Há uma campanha deliberada da grande mídia de oposição e que cria um ambiente de dúvida acumulado com essa corrupção que está sendo desvendada. Isso deveria ser visto como positivo, porque um corruptor está preso. E não há corrupto sem corruptor, e a bomba sempre estourava no bagrinho.

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Segundo Dias, há uma crise econômica generalizada no mundo, o que não minimiza as dificuldades do Brasil.


— Não quero negar a crise, mas não concordo com desastre. Vamos ter que enfrentar e fazer um grande debate com as centrais sindicais sobre a qualificação dos trabalhadores e sobre as políticas públicas do trabalho e emprego.

Sobre as MPs (Medidas Provisórias) 664 e 665, anunciadas no fim do ano passado e que alteram regras de benefícios, como pensão, auxílio-doença e seguro-desemprego, o ministro disse que as medidas zelam pela saúde dos fundos nos quais o dinheiro do trabalhador é aplicado.


— Nós somos gestores desses fundos. É preciso cuidar do dinheiro do trabalhador que é depositado e [para que] o trabalhador não perca esse dinheiro. Os fundos não estão falidos, temos que levar em conta que dobramos o número de empregos, aumentou a contribuição e, claro, o número de pessoas que requerem os benefícios.

Depois de ouvir críticas dos sindicalistas a respeito das medidas, Dias explicou que o anúncio foi feito no final do ano passado por uma questão de prazo para que as decisões pudessem vigorar a partir de 2015.

— Está sendo feito aquilo que é melhor para os trabalhadores. O governo tem a proposta, mas admite discutir. Não há mais como revogar, mas é importante discutir.

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