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Ministro do Trabalho diz que julho deve mostrar fechamento de vagas com carteira assinada

Manoel Dias afirmou, para jornalistas, que ainda não tinha visto os números finais

Economia|Do R7

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Dias também não quis projetar se o saldo do Caged este ano será positivo ou negativo
Dias também não quis projetar se o saldo do Caged este ano será positivo ou negativo

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou nesta sexta-feira (21) que o resultado do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de julho, que será divulgado nesta tarde, deve mostrar novamente fechamento de vagas.

Questionado se o resultado poderia ficar perto do de junho, quando houve a eliminação de mais de 111 mil postos de trabalho, o ministro disse que deve ser algo "em torno disso", mas comentou que ainda não tinha visto os números finais. Os dados são referente ao balanço de julho e serão divulgados às 15h desta sexta-feira.


Segundo levantamento do AE Projeções, as previsões dos analistas apontam para fechamento de 82.200 a 140.000 postos de trabalho, com mediana negativa de 111.300 vagas.

Dias também não quis projetar se o saldo do Caged este ano será positivo ou negativo, mas afirmou que tradicionalmente há uma melhora no segundo semestre, incluindo em setores como a construção civil. Nos primeiros seis meses do ano, o total de postos fechados é de 345.417.


Em relação à taxa de desemprego divulgada ontem pelo IBGE, que subiu para 7,5%, acima das previsões mais pessimistas, o ministro disse que tem gente que torce até para um desemprego de 100%. "Mas isso não vai ocorrer. O País está tomando as medidas necessárias, o governo tem retomado os investimentos", afirmou, acrescentando que a economia está sendo afetada por uma crise política.

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O ministro comentou ainda que os resultados iniciais do PPE (Programa de Proteção ao Emprego) são promissores, com duas empresas já tendo aprovado os acordos coletivos específicos com os sindicatos.


"Devemos assinar os dois primeiros contratos na próxima semana, no setor de autopeças. Temos mais 20 em andamento e muitas outras empresas estão buscando informações", comentou.

Segundo ele, muitas empresas não estão solicitando o limite máximo de 30% de redução nos salários e na carga horária, o que mostraria confiança de que a situação deve melhorar em um espaço relativamente curto de tempo.

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