Moody's: Chile é o mais exposto na América Latina à desaceleração na China
Economia|Do R7
Nova York, 4 fev (EFE).- O Chile é o país latino-americano mais exposto a uma desaceleração da atividade econômica da China, embora em sua totalidade o impacto na região seja muito limitado, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira pela agência de classificação de riscos Moody's. A economia da China cresceu 7,4% no ano passado, o aumento mais baixo registrado nesse país desde 1990, o que confirma os sinais de desaceleração da atividade econômica que vinham sendo percebidos nos últimos meses. Segundo a agência classificadora, o Chile é o mais exposto a esta situação porque suas exportações à China representam 7% de seu Produto Interno Bruto (PIB), enquanto para a América Latina, no total, essa proporção chega perto apenas de 2%. A Moody's calcula que o crescimento da economia da China este ano e no próximo estará perto de 7%, parecido ao nível de 2014, embora o relatório analise um cenário com um crescimento menor, em torno de 5%. "O conjunto da região latino-americana ficaria marginalmente afetado por uma redução no crescimento da China, levando em conta os dois cenários alternativos", afirma no relatório o analista da agência, Lúcio Vinhas de Souza. No entanto, na América Latina há setores "particularmente vulneráveis" a uma desaceleração do crescimento econômico da China, como a mineração, levando em conta a grande soma de matérias-primas que a nação asiática consegue na região. Dentro da região, Chile é o principal exportador à China, seguido de Venezuela, Uruguai, Peru e Brasil. Mas Venezuela e Equador estão também expostos pelo financiamento preferencial que recebem da nação asiática, acrescenta o relatório da Moody's. EFE ag/rsd












