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Mudança de hábitos reduz venda de flores no Dia de Finados em SP

Floristas dizem que menos pessoas têm comprado flores para colocar nos túmulos e que maioria prefere aproveitar o feriado para viajar

Economia|Edu Garcia e Giuliana Saringer, do R7*

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Vendas de flores diminuíram no Dia de Finados
Vendas de flores diminuíram no Dia de Finados

As homenagens aos parentes e amigos mortos eram mais frequentes no passado, segundo comerciantes de São Paulo entrevistados pelo R7 nesta sexta-feira (2), feriado nacional do Dia de Finados. Para os floristas, mudanças de hábito dos brasileiros diminuíram a venda de flores na data. 

O comerciante João Fernando, de 60 anos, é dono de uma floricultura no Largo do Arouche, em São Paulo, e trabalha no ramo desde criança. O profissional diz que "as pessoas perderam o hábito de ir ao cemitério no Dia de Finados".


João é dono de uma floricultura no Largo do Arouche
João é dono de uma floricultura no Largo do Arouche

João explica que a venda de flores "tem sentido muito a crise nos últimos anos" e que o feriado de Finados não é o forte das floriculturas. Embora o mercado não esteja tão aquecido durante o feriado, o florista diz que se mantém otimista. "Esperamos sempre uma melhora. Estamos confiantes nisso", conta.

O florista Marcos Alexandre é da terceira geração de uma família que sempre trabalhou com flores e é sócio de uma floricultura dos pais, localizada no Largo do Arouche. Para ele, a rotina agitada em São Paulo impulsiona a queda nas vendas. "O paulistano, por ter uma vida muito agitada, e ter o estresse do dia a dia, prefere escapar [no feriado]. Passar a data na praia, no campo, ver a família", comenta. 


Marcos é a terceira geração de floristas da família
Marcos é a terceira geração de floristas da família

No entanto, Marcos diz que o resultado de vendas varia de acordo com a cidade, sendo mais intenso no interior do Estado. O florista diz que o movimento no feriado é melhor em locais como "interior de São Paulo, interior do Brasil, onde as pessoas são conservadoras e remetem a esse dia como um dia de luto".

Visitação em cemitérios


A expectativa da prefeitura de São Paulo é que os cemitérios da cidade recebam 1 milhão de visitantes ao longo do dia. Para facilitar o acesso a estes locais, foi montado um esquema especial de ônibus e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) montou bloqueios, alterações de sentido de circulação e travessia de pedestres. Os cemitérios estão abertos das 7h às 18h.

A prefeitura informou que intensificou as ações de zeladoria nas 22 necrópoles da cidade e no crematório da Vila Alpina. Há fiscalização para coibir a atuação de pessoas que se infiltram nos cemitérios para oferecer serviços irregulares como limpeza de túmulos ou vigilância, conhecidas como enxadinhas, e de flanelinhas.


Outra preocupação é com a água parada em flores deixadas em túmulos. Os vasos devem ser recolhidos ou preenchidos com areia para evitar a proliferação do mosquito da dengue, em especial com a proximidades dos meses mais quentes no Brasil.

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Em um dos principais cemitérios da cidade, o da Consolação, considerado museu a céu aberto com a arte tumular e túmulos de personalidades, os visitantes podem participar de passeios guiados. São mais de 76 mil metros quadrados, que receberam varrição, fixação de vasos enchidos com areia para evitar água parada e construção de rampas para acessibilidade.

* com informações da Agência Brasil.

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