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Novo preço do café importado coloca em risco 20 mil empregos em Porto Rico

Economia|Do R7

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San Juan, 4 ago (EFE).- O presidente do Setor do Café da Associação de Agricultores de Porto Rico, Edwin Soto, disse nesta terça-feira à Agência Efe que os novos preços estabelecidos pelo Departamento de Assuntos do Consumidor (Daco) para o grão importado colocam em risco 20 mil postos de trabalho no país. Soto criticou a decisão do governo de estabelecer um preço de compra mais barato para o café importado do que para o produzido em Porto Rico, beneficiando a indústria, mas condenando os agricultores locais, já que os intermediários optarão pelo produto estrangeiro, mais econômico. O Daco fixou um preço de US$ 379 para a saca do café porto-riquenho (46 quilos) e de US$ 322 para o importado. "Por isso, estão em perigo 20 mil postos de trabalho. Além disso, será substituído o café local de qualidade por outro de menor valor", indicou o representante dos produtores de café. Soto alertou que o produto importado vem de países que não se submetem às exigentes medidas sanitárias para o uso de adubos impostas pelas autoridades federais dos Estados Unidos. Os cafeicultores exigem que a Daco emita um novo decreto adotando os preços recomendados pelo Departamento de Agricultura e protejam todo o setor, não só uma única empresa que praticamente detém o monopólio no país. Eles pedem, além disso, que todo café vendido em Porto Rico que contenha produto estrangeiro seja identificado na embalagem. Os produtores disseram que a medida da Daco é equivocada e condena o café porto-riquenho ao desaparecimento. Também beneficia uma única empresa, que controla 90% do produto no país. Soto indicou que a ordem da Daco tem evidentes reflexos de ilegalidade e de desperdício de fundos públicos. Além disso, afirmou que condena o agricultor à pobreza e à injustiça social ao não atender a exigência de pagamento de salário mínimo. Alguns empresários também concordam com as reclamações. José González Freyre acusou o governo de estar "subsidiando" o monopólio da Puerto Rico Coffee Roaters, companhia que controla 90% do mercado. A Associação de Cafeicultores de Porto Rico afirma que a medida afetará o mercado. São mais de 4 mil produtores de café no país, enquanto outros 20 mil trabalhadores colhem o grão, trabalho que é realizado entre agosto e dezembro. A safra de café em Porto Rico foi de 6 mil toneladas, enquanto o consumo foi de 28 mil toneladas. Por isso, o país teve que recorrer à importação para satisfazer quase 80% da demanda. EFE arm/lvl (foto)

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