Novos procedimentos em convênios não pesarão no bolso dos clientes, diz FenaSaúde
Para presidente da federação, apesar de mudanças, reajuste deve ficar igual ao dos outros anos
Economia|Alexandre Saconi, do R7

Em outubro, a ANS (Agência Nacional de Saúde) incluiu 87 novos procedimentos nos planos de saúde de todo o Brasil. Serão novos procedimentos cirúrgicos, tratamentos, consultas e remédios para o câncer, por exemplo. Todos passam a valer a partir de janeiro de 2014.
Porém, este custo não deverá ter um forte impacto no bolso do consumidor dos planos de saúde, segundo Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar).
— Não vai ter [impacto]. A média de reajuste dos últimos anos deve ser mantida.
ANS autoriza reajuste de 9,04% para planos de saúde
Novas coberturas de planos de saúde podem causar impacto em reajustes
Coriolano destaca que quem determina o reajuste para os planos individuais é o governo, anualmente. Com isso, as medidas implementadas em 2014 só teriam os valores do reajuste efetivados em 2015.
Por outro lado, os planos coletivos, como os de empresas, são reajustados pelas empresas, que devem realmente manter o padrão registrado ultimamente.
O presidente da FenaSaúde também destaca que, para se beneficiar dos novos procedimentos, será preciso seguir uma série de exigências.
— Não é uma coisa solta, onde a pessoa entra na farmácia e vai ter esse medicamento. Ele tem de ser dispensado sob padrões a serem montados. A situação para os planos não vai ser confortável, porque haverá um impacto para nós, e este impacto não poderá ser repassado, mas estimamos que, durante este ano, o prazo seja razoável para lidarmos com esta diferença de custo.
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Ainda assim, com este período de adaptação de um ano até o próximo reajuste, Coriolano não garante se a ANS irá permitir um reajuste maior para compensar os gastos ou não.
— Isso não posso admitir de cara, mas espero que o governo, como nesse ano que passou, dê o reajuste adicional para cobrir o rol de procedimentos do ano anterior. Então, eu acho que ele [o governo] tenha responsabilidade com isto.
Reajuste em 2013
Neste ano, a ANS autorizou um reajuste de 9,04% para os planos de saúde individuais. O teto é válido para o período entre maio de 2013 e abril de 2014. Foram atingidos cerca de 8,4 milhões de contratos.
Ao contrário dos planos individuais, os planos coletivos tem o valor do reajuste definido livremente entre as seguradores e as empresas contratantes. Para os reajustes deste ano, foram analisados os 60 novos procedimentos incluídos nos planos ao longo de 2012.















