Nubank torna-se o banco mais valioso da América Latina
Instituição digital precificou suas ações em R$ 49,50 na Bolsa de Nova York e atingiu valor de mercado de R$ 228,25 bilhões
Economia|Do R7

O banco digital Nubank precificou suas ações classe A nesta quarta-feira (8) em R$ 49,50 (US$ 9 dólares), em uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores de Nova York, que o avaliou como o maior banco listado na América Latina.
Criado há oito anos para oferecer um cartão de crédito gratuito, o Nubank se tornou o banco listado mais valioso da região, com R$ 228,25 bilhões (US$ 41,5 bilhões), à frente do Itaú Unibanco.
O Nubank revelou os preços em documento enviado à SEC (Securities and Exchange Comission) antes de sua estreia na bolsa, na quinta-feira. O IPO está sendo visto como indicador do apetite dos investidores por fintechs em mercados emergentes.
Uma estreia bem-sucedida pode abrir caminho para que várias outras startups, inclusive da América Latina, listem ações, enquanto uma recepção fraca pode levar muitos a atrasar seus planos.
Na semana passada, o Nubank decidiu reduzir sua avaliação do IPO em 20%, após enfrentar a fraca demanda de investidores cautelosos com fintechs bancárias não lucrativas.
Além de reduzir sua avaliação, o Nubank reuniu alguns investidores-âncora com apetite para adquirir pelo menos 1,3 bilhão de dólares em ações, incluindo sócios atuais, como Sequoia e Tiger Global, e novos, como SoftBank Latin America.
O IPO do Nubank também ressalta como as fintechs estão enfrentando bancos físicos no cenário bancário altamente concentrado da América Latina. Atualmente, a fintech possui 48 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia.
Com o respaldo da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, da Tencent Holdings e da Sequoia, entre outros, o Nubank planeja usar os recursos para capital de giro, despesas operacionais e de capital e também para aquisições.
O presidente e fundador do banco, David Velez, um colombiano formado na Stanford, decidiu empreender em produtos financeiros na América Latina após perceber a burocracia para abrir uma conta-corrente no Brasil. Morgan Stanley, Goldman Sachs, Citigroup e NuInvest lideram a oferta como coordenadores globais.













