Patrões propõem reajuste de 7% e abono de R$ 3.300 para bancários
Categoria reivindica reajuste de 14,78% e deve discutir os rumos da greve na próxima 2ª-feira
Economia|Do R7

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou nesta sexta-feira (9) à Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e à Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito) uma nova proposta de aumento na remuneração dos bancários, que consiste em um reajuste de 7% para os salários e benefícios, somado a um abono de R$ 3.300 a ser pago até dez dias após a assinatura do acordo.
Segundo a Fenaban, o valor fixado para o abono está 10% acima da proposta inicial apresentada no dia 29 de agosto e, somado ao reajuste no salário, é superior à inflação prevista para os próximos doze meses.
— A Fenaban entende que o modelo de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira, de inflação alta para uma inflação mais baixa.
Consumidores devem procurar alternativas para pagar contas
O reajuste será aplicado também à PLR (Participação nos Lucros e Resultados) paga pelos bancos aos funcionários.
Os bancários estão em greve há quatro dias. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a paralisação atinge 822 locais de trabalho na região, que estão fechados, sendo 19 centros administrativos e 803 agências, envolvendo 41 mil funcionários. Os trabalhadores deverão discutir os rumos da paralisação na próxima segunda-feira (12), durante assembleia da entidade. Antes disso, nesta sexta-feira, o comando de greve se reúne.
A categoria reivindica reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando uma inflação acumulada de 9,31%. Além disso, o sindicato pede o pagamento de três salários mais R$ 8.297,61 em participação nos lucros e resultados, bem como a fixação do piso salarial em R$ 3.940,24.










