Pesquisar preços antes de comprar ar-condicionado pode garantir economia de até R$ 439
Valor dos produtos segue trajetória de alta desde o início de dezembro
Economia|Alexandre Garcia, do R7

O preço dos aparelhos de ar-condicionado e ventiladores subiram, respectivamente, 8,46% e 7,56% ao longo dos últimos 12 meses, de acordo com a inflação oficial. Apesar disso, o equipamento pode pesar ainda mais no bolso dos consumidores se a compra for feita por impulso. O valor de um mesmo ar-condicionado varia até R$ 439 de uma loja para outra.
Segundo dados da inflação oficial, divulgada na última sexta-feira (9), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os moradores do Rio de Janeiro foram os que mais sofreram com a alta dos preços dos aparelhos de ventilação.
Na capital fluminense, o valor do ar-condicionado subiu 11,12%, alta menor somente que a registrada em Recife, de 15,72%. No quesito ventilador, os produtos ficaram 14% mais caros na Cidade Maravilhosa.
Levantamento feito pela reportagem do R7 indicou uma tendência de alta nos preços dos produtos para amenizar o calor desde o início de dezembro. Apesar disso, o diretor de marketing da Ricardo Eletro, Allan Barros, garante que a procura maior pelos itens não resultou em repasse para o bolso dos brasileiros.
— O consumidor está muito atento às promoções. Quando você faz a promoção de um determinado item que ele já está precisando há algum tempo, ele percebe que aquele é momento da compra e responde.
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Para garantir um bom negócio nesse verão, o consumidor deve pesquisar os preços antes de adquirir os itens. A diferença de preços verificada para a compra do modelo portátil PO10F, da Electrolux, por exemplo, pode chegar aos R$ 439. Enquanto uma rede oferece o produto a R$ 2.130, ele é encontrado em outro varejista por R$ 1.691.
O modelo Split Consul 9.000 BTUs, por sua vez, apresenta variação de R$ 400 e pode ser comprado por valores entre R$ 899 e R$ 1.299.
Dólar
Segundo o gerente comercial da STR Ar-condicionado, Eulógio Ramaciotti, o dólar em patamar elevado influencia diretamente o preço final dos aparelhos do setor de ventilação.
— Mesmo com os produtos produzidos no Brasil, os insumos são importados e acabam sendo contaminados [pela alta da moeda].
O presidente da Eletros (Associação Nacional de Produtos Eletroeletrônicos), Lourival Kiçula, vai de encontro à opinião do varejista e explica que a moeda norte-americana pouco influencia no valor dos condicionadores de ar, porque são fabricados no município de Manaus (AM). Para ele, o problema maior é para quem importa o produto completo.
— O maior efeito [do dólar alto] é aplicado nos preços de alguns componentes vindos do exterior para produção dos aparelhos.
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