Pesquisas mostram que taxa de juros para o consumidor teve leve alta
Dois levantamentos diferentes apontam a elevação no custo dos empréstimos bancários
Economia|Do R7

Os consumidores que procurarem algum tipo de empréstimo bancário vão sentir no bolso a alta na taxa de juros. Duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (10) mostram uma elevação nos custos em agosto e setembro.
O levantamento do Procon-SP, realizado no dia 2 deste mês, registrou alta na taxa média do cheque especial, e estabilidade nos juros do empréstimo pessoal.
Dos sete bancos pesquisados, apenas o Santander aumentou a taxa do cheque especial, os demais permaneceram com a mesma taxa praticada no mês anterior.
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A taxa média do cheque especial nos bancos pesquisados subiu de 9,34% a.m. no mês passado para 9,56% a.m. neste mês. Já a taxa média do empréstimo pessoal se manteve em 5,79% a.m., tanto no mês passado como neste mês.
Já a pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) aponta que os juros cobrados dos consumidores teve a 15ª alta seguida — oitava neste ano.
Das seis linhas de crédito pesquisadas cinco tiveram suas taxas de juros elevadas no mês (juros do comércio, cartão de crédito rotativo, cheque especial, empréstimo pessoal em bancos e empréstimo pessoal em financeiras) e uma teve sua taxa de juros reduzida (CDC - Bancos - financiamento de automóveis).
Independentemente do cenário, a recomendação do Procon-SP é que o consumidor não deixe de planejar seu orçamento e não contraia empréstimos sem a necessária cautela. Antes de qualquer contratação, é essencial estar ciente do custo total da operação e da sua capacidade de pagamento. Também é importante conhecer as várias modalidades de crédito para poder optar por aquela que oferece a melhor condição.
Segundo o diretor executivo de Pesquisa e Estudos Econômicos da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, essas elevações das taxas de juros das operações de crédito para pessoa física podem ser atribuídas à piora do cenário econômico nacional com expectativa de piora nos índices de inflação e crescimento econômico o que aumenta o risco de crédito (expectativa de aumento nos índices de inadimplência).
— Esses fatos têm levado as instituições financeiras a elevarem suas taxas de juros acima das elevações da Selic [taxa básica de juros estipulada pelo Banco Central].
Juros básicos
Considerando todas as elevações da Selic promovidas pelo Banco Central desde março do ano passado até agosto deste ano, houve uma elevação de 3,75 pontos percentuais da taxa básica de juros — de 7,25% ao ano para 11% ao ano. Confira mais no vídeo abaixo.
Neste período, a taxa de juros média para o consumidor apresentou uma elevação de 15,08 pontos percentuais (elevação de 17,14%) de 87,97% ao ano em março do ano passado para 103,05% ao ano em agosto deste ano.
Para os próximos meses, a Anefac espera que o Banco Central mantenha inalterada a Selic no curto prazo e que, assim, as taxas de juros das operações de crédito também fiquem estáveis neste período.
— A não ser que eventualmente por conta da piora no cenário econômico a inadimplência venha a ser elevada o que levaria as instituições financeiras a subir suas taxas de juros mesmo em um ambiente de manutenção da Taxa Básica de Juros.
Outro fator a ser considerado, segundo Oliveira, e que eventualmente poderá provocar reduções nas taxas de juros diz respeito ao fato de que o Banco Central ter reduzido os compulsórios o que poderá provocar alguma redução dos juros nas operações de crédito.
Juros para empresas
Das três linhas de crédito pesquisadas pela Anefac para empresas, uma foi reduzida (conta garantida), uma foi elevada (desconto de duplicatas) e uma teve sua taxa mantida no mês (capital de giro).
A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma redução de 0,01 ponto percentual no mês (0,17 ponto percentual em 12 meses) correspondente a uma redução de 0,29% no mês (0,34% em 12 meses) passando de 3,45% ao mês (50,23% ao ano) em julho/2014 para 3,44% ao mês (50,06% ao ano) em agosto/2014 sendo esta a menor taxa de juros desde maio/2014.
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