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‘Petrobras não é autossuficiente para nossa demanda’, diz economista sobre impacto da guerra

Especialista também abordou outros efeitos do conflito na economia brasileira

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Economista Hugo Gabe destaca a dependência do Brasil em relação à importação de petróleo devido à falta de autossuficiência da Petrobras.
  • Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que a guerra não deve trazer grandes riscos imediatos para a economia brasileira.
  • A guerra e o bloqueio do petróleo iraniano poderão aumentar a inflação no Brasil, com custos mais altos de importação sendo repassados ao consumidor.
  • Gabe prevê uma acomodação do dólar a médio e longo prazo, conforme a situação do conflito se estabilize.

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“É uma guerra que tem um fundamento bélico, mas um reflexo econômico”, analisou o economista Hugo Gabe no Hora News desta terça (3). De fato, a cada dia que o conflito se estende, mais efeitos são vistos na economia mundial.

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a guerra não trará grandes riscos para o Brasil e que irá acompanhar com cautela o cenário. Já o especialista analisou que os efeitos cascata gerados pelo bloqueio do petróleo iraniano podem trazer consequências no futuro. “O Brasil consome muito petróleo [...] A Petrobras, infelizmente, não é autossuficiente para a nossa demanda. Então, de fato, existe sim o impacto”.


Petróleo é muito usado nos diversos setores da economia brasileira Reprodução/Record News

Segundo o especialista, ainda não há o risco de uma falta nos estoques globais de petróleo. Ainda assim, a menor disponibilidade do recurso levará a um aumento da inflação no Brasil, uma vez que o preço alto fará com que o custo de importação seja maior. Logo, para cobrir os prejuízos, a dívida é repassada ao consumidor, que precisará pagar mais pelos mesmos produtos a curto e médio prazo.

Durante a conversa, Gabe também elaborou sobre a alta no dólar que foi registrada nesta segunda (2). O analista detalhou que, como o dinheiro norte-americano é utilizado como um estoque de moeda, quanto mais dólares entram no Brasil, mais a cotação dele cai.


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Uma vez que o país é considerado emergente, ou seja, não é um investimento de primeira linha, quando os investidores se sentem inseguros, eles tendem a retirar os dólares alocados em nações como o Brasil para colocá-los em países mais estáveis, como a Suíça. Gabe prevê que “no médio e longo prazo, com a acomodação do conflito, a tendência é que tenhamos uma acomodação natural do dólar um pouco mais para baixo”.

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