Preço de imóvel desacelera pelo oitavo mês seguido e cai em algumas cidades
Em sete municípios dos 16 pesquisados, os valores subiram menos do que a inflação
Economia|Do R7

De janeiro a julho, em sete cidades brasileiras, os preços subiram menos do que a inflação prevista para o período de 3,9%. Isto significa que elas tiveram queda real de preço. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5) no índice FipeZap ampliado que engloba informações de 16 municípios do País.
As variações abaixo da inflação foram registrada nas seguintes cidades: Belo Horizonte (3,60%), Brasília (-1,05%), Porto Alegre (1,11%), Curitiba (-0,57%), Florianópolis (3,39%), Santo André (2,93%) e São Bernardo do Campo (3,18%). Recife e São Caetano do Sul ficaram próximos a inflação no período, com 3,97% e 3,94%, respectivamente.
Segundo o levantamento, o aumento anual médio do m² anunciado no Brasil desacelerou pelo oitavo mês consecutivo em julho e registrou 10,4% em julho, frente ao mesmo período no ano passado.
O esfriamento do mercado está sendo mais acentuado este ano que já acumula até julho, um aumento médio de 4,11%. Segundo o coordenador do índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn, o movimento é mais intenso em 2014 devido a deterioração do mercado de trabalho.
— Você tem uma população com menos postos de trabalho, salários subindo menos. [Com isso], você tem pouco fôlego da demanda e a fonte de pressão nos preços é menor.
Para um cenário futuro, Eduardo aposta em uma “volatilidade mais baixa na evolução do preço”.
Valores do m²
As 16 cidades registraram alta de 0,60% em julho. Com isso, o preço do m² atingiu um valor médio de R$ 7.574. Rio de Janeiro tem o maior preço, R$ 10.699, seguido por São Paulo, R$ 8.186, e em terceiro lugar, aparece Brasília (R$ 8.086). O valor mais baixo é o de Vila Velha, R$ 3.949.
Especialistas ouvidos pelo R7 informaram que o preço dos imóveis no Brasil em 2014 devem subir em um ritmo menor do que nos últimos anos e ficar próximo a inflação. Os economistas também apostam em menos compradores, consumidores inseguros e instabilidade econômica como causas do esfriamento do mercado.
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