Presidente da Fiesp diz que Levy "não vê problema em terminar o ano com 1,5 milhão de empregos a menos"
Paulo Skaf avaliou que a Fazenda não concede estímulos à retomada da economia nacional
Economia|Do R7

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, divulgou uma nota nesta quarta-feira (26) com duras críticas às ações do ministro Fazenda, Joaquim Levy, e avaliou que as ações tomadas pela pasta tendem a “aumentar os efeitos da crise”.
— Pelo visto, para o ministro, terminar o ano com fechamento negativo de 1,5 milhão de empregos a menos parece não ser um problema.
Skaf citou ainda a semana turbulenta vivida pelas bolsas asiáticas, que acumularam perdas significativas de mais de 16%.
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Para o presidente da Fiesp, no entanto, “as autoridades chinesas não tardaram a agir” com as ações de corte no depósito compulsório dos bancos, aumento do crédito e redução das taxas de juros.
— No Brasil, vimos o oposto [do que aconteceu na China]. Enquanto o PIB deverá encolher 3% no ano, a política econômica se baseia em aumento da taxa de juros, redução do crédito e aumento de impostos, ou seja, ações que tendem a ampliar os efeitos negativos da crise. Não há nenhum estímulo à retomada da economia.
Confira a íntegra da nota:
A semana começou com crise nas bolsas asiáticas, e a queda se espalhou para os outros países.
O epicentro do terremoto foi a China, que viu sua bolsa despencar, caindo mais de 16% entre segunda e quarta-feira.
Mas as autoridades chinesas não tardaram a agir. Cortaram o depósito compulsório dos bancos, reduziram as taxas de juros e aumentaram o crédito, sempre buscando minimizar os efeitos sobre o crescimento econômico, a produção e o emprego da China.
“No Brasil, vimos o oposto. Enquanto o PIB deverá encolher 3% no ano, a política econômica se baseia em aumento da taxa de juros, redução do crédito e aumento de impostos, ou seja, ações que tendem a ampliar os efeitos negativos da crise. Não há nenhum estímulo à retomada da economia”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
A taxa de juros Selic que começou o ano em 10% aa, já está em 14,25% aa, o que eleva o custo anual da dívida em mais de R$ 120 bilhões. Na semana passada, em reunião com líderes de diversos setores produtivos, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu o aumento de impostos da contribuição da previdência, mesmo alertado de que a medida provocará mais desemprego. “Pelo visto, para o ministro, terminar o ano com fechamento negativo de 1,5 milhão de empregos a menos parece não ser um problema”, conclui Skaf.














