Presidente do UBS diz que investidores podem estar esperando demais
Economia|Do R7
ZURIQUE (Reuters) - O presidente-executivo do UBS, Sergio Ermotti, alertou nesta quinta-feira que investidores podem estar com expectativas exageradas sobre o desempenho do maior banco da Suíça, citando que a instituição está promovendo pesados investimentos em tecnologia que devem pesar sobre os números no curto prazo.
"Eu já disse isso antes, não podemos, infelizmente, simplesmente multiplicar o resultado do primeiro trimestre por quatro", disse o executivo em comentários preparados para a reunião anual do UBS na Basileia, após a maior gestora de fortunas do mundo anunciar alta de quase 20 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre.
"Enquanto o ambiente macroeconômico pode ter melhorado de alguma forma, o cenário geopolítico continua difícil. E a situação dos juros, particularmente na Suíça e Europa, continua desafiadora", disse o executivo.
"Como acontece com muitos de nossos rivais norte-americanos, o mercado pode estar com expectativas de curto prazo muito altas", acrescentou.
As ações do UBS acumulam queda de 7 por cento neste ano, recuo maior que a baixa de 3 por cento do índice do setor bancário europeu.
Ermotti disse que o UBS está investindo pesadamente em infraestrutura digital e gastando mais de 10 por cento da receita, ou mais de 3 bilhões de francos suíços (3 bilhões de dólares), por ano em tecnologia.
"Isso nos torna mais eficientes e nos permite desenvolver nossos produtos. Tudo isso, claro, tem um efeito nos nossos resultados no curto prazo", disse o executivo.
"Mas também queremos continuar a aumentar os retornos para nossos acionistas. Queremos pagar um dividendo ordinário que aumente meio a um dígito percentual alto por ano", disse.
O executivo afirmou que a prioridade em 2018 inclui tornar o UBS mais lucrativo no mercado global de gestão de fortunas, manter posição de liderança neste mercado e continuar a aumentar resultados em outras áreas, além de capturar oportunidades de crescimento "especialmente na Ásia e nas Américas".
(Por Angelika Gruber e Michael Shields)











