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Prévia da inflação oficial de fevereiro é a mais alta desde 2003

Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 7,36%, o maior desde junho de 2005

Economia|Do R7

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Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 7,36%, o maior desde junho de 2005 (7,72%)
Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 7,36%, o maior desde junho de 2005 (7,72%)

A prévia da inflação oficial, IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), teve variação de 1,33% em fevereiro e ficou 0,44 ponto percentual acima da taxa de 0,89% de janeiro. Este é o índice mais elevado desde fevereiro de 2003, quando atingiu 2,19%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O acumulado para os dois primeiros meses do ano situou-se em 2,23%. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 7,36%, o maior desde junho de 2005 (7,72%). Em fevereiro de 2014, a taxa havia sido 0,70%.


O grupo Educação, com alta de 5,98%, apresentou o maior resultado de grupo no mês e reflete os reajustes praticados no início do ano letivo, especialmente os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, que subiram 7,29%.

À exceção de Fortaleza, que não apresentou aumento em virtude da diferença da data de reajuste, nas demais regiões, as variações dos cursos situaram-se entre 5,11%, na região metropolitana de Porto Alegre, e 9,78%, no Rio de Janeiro. Nas mensalidades dos cursos diversos (idioma, informática etc.), a variação foi de 7,18%.


Considerando os principais impactos individuais, a liderança ficou com energia elétrica, que deteve 0,23 ponto percentual do IPCA-15 devido ao aumento de 7,70% nas contas.

Além de reajustes nas tarifas de algumas regiões e de movimentos na parcela de impostos, o item refletiu a complementação do efeito do Sistema de Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança que passou a vigorar a partir de 1º de janeiro.


Também no grupo Habitação (2,17%), houve influência de condomínio (0,97%), mão de obra para pequenos reparos (0,91%), gás de botijão (0,89%), taxa de água e esgoto (0,68%) e aluguel residencial (0,65%).

Nos Transportes (1,98%), a alta reflete, principalmente, os reajustes ocorridos nas tarifas dos ônibus urbanos (7,34%) das seguintes regiões:


— Recife (12,38%) - reajuste de 13,50% a partir de11 de janeiro;

— São Paulo (12,18%) - reajuste de 16,66% a partir de 6 de janeiro;

— Rio de Janeiro (8,28%) - reajuste de 13,34% a partir de 3 de janeiro;

— Fortaleza (8,18%) - reajuste de 9,09% a partir de 16 de janeiro;

— Salvador (4,51%) - reajuste de 7,00% a partir de 2 de janeiro;

— Belo Horizonte (4,38%) - reajuste de 8,77% a partir de 29 de dezembro;

— Curitiba (3,01%) - reajuste de 15,78% a partir de 6 de janeiro

Houve, também, aumento nas tarifas dos intermunicipais, que ficou em 3,61%, sob pressão de São Paulo (7,21%), com reajuste de 16,60% desde 6 de janeiro; Rio de Janeiro (6,68%), com reajuste de 12,46% em 10 de janeiro; Fortaleza (4,51%), com reajuste de 11,00% desde 29/12; e Curitiba (3,31%), com reajuste de 10,00% em 8 de fevereiro.

Ainda no grupo Transportes (1,98%), a alta de 2,96% no litro da gasolina e de 2,54% no litro do diesel reflete o aumento das alíquotas de PIS/Cofins a partir de 1º de fevereiro. O etanol (3,55%) também pressionou o resultado. Além disso, subiram metrô (8,95%), automóvel novo (2,76%), táxi (2,50%) e conserto de automóvel (1,59%).

Em Alimentação e Bebidas (0,85%), alguns produtos mostraram fortes aumentos, como feijão-carioca (10,07%), tomate (9,61%), hortaliças (7,71%), batata-inglesa (6,77%) e pescados (3,62%). Mesmo assim, o grupo dos alimentos mostrou redução no ritmo de crescimento de preços, já que a alta em janeiro foi de 1,45%.

No grupo das Despesas Pessoais (1,22%), o destaque ficou com os itens excursão (7,48%), cigarro (4,44%), cabeleireiro (1,01%) e manicure (0,65%).

Os eletrodomésticos (1,33%) sobressaíram nos artigos de residência (0,62%), a telefonia celular (0,90%) no grupo de Comunicação (0,28%), e em Saúde e Cuidados Pessoais (0,39%) não houve destaques. Já os artigos de vestuário (-0,89%) se apresentaram em queda.

Dentre os índices regionais, os maiores foram os do Rio de Janeiro (1,59%) e São Paulo (1,58%). No Rio de Janeiro, houve pressão da alta nas tarifas do ônibus urbano (8,28%).

Em São Paulo, a energia elétrica (12,17%) e ônibus urbano (12,18%) foram responsáveis por 0,64 ponto percentual do índice do mês. O menor índice foi o de Brasília (0,34%), onde as passagens aéreas tiveram queda de 20,86%, que com peso de 2,70% geraram um impacto de -0,56 ponto percentual no índice da área.

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 14 de janeiro a 11 de fevereiro de 2015 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de dezembro de 2014 a 13 de janeiro de 2015 (base).

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

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