Programa incentiva mulheres em carreiras de transição energética e sustentabilidade
Iniciativa foca em jovens inscritas no CadÚnico e que tenham entre 15 a 29 anos
Economia|Rafaela Soares, do R7, em Brasília
O governo federal lançou o Programa Asas para o Futuro para ampliar a participação de jovens mulheres na transição energética e na sustentabilidade socioeconômica. A iniciativa busca incentivar a presença feminina em setores estratégicos, com foco na formação de carreiras nas áreas. O programa beneficiará jovens de 15 a 29 anos em situação de vulnerabilidade, que atendam a requisitos como residência em zonas rurais e inscrição no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal).
A portaria que institui o programa foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (24). A iniciativa resulta de uma parceria entre os Ministérios das Mulheres; da Igualdade Racial; dos Povos Indígenas; do Trabalho e Emprego; de Minas e Energia; de Ciência, Tecnologia e Inovação; além da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Áreas estratégicas e implementação
O próprio texto da portaria define as áreas prioritárias do programa, que incluem tecnologia, energia, ciência e inovação. As ações poderão ser implementadas por meio de parcerias com órgãos da administração pública federal, estadual, municipal e distrital, além de organizações da sociedade civil e organismos internacionais.
Quem pode participar?
Terão prioridade no programa mulheres negras e indígenas que atendam a pelo menos um dos seguintes critérios:
- Inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal;
- Residência em favelas ou comunidades urbanas;
- Residência em zonas rurais;
- Maternidade, com filhos de até 10 anos.
Eixos do programa
O Asas para o Futuro se estrutura em três eixos principais:
- Inserção no mercado de trabalho – Projetos voltados à ocupação de mulheres jovens em setores de baixa participação feminina, conforme definido na portaria.
- Qualificação e formação sociopolítica – Iniciativas de capacitação profissional e formação com abordagem transversal de gênero, raça e etnia.
- Sensibilização e mobilização – Campanhas para conscientização da sociedade e divulgação do programa ao público-alvo.
Comitê Gestor
A gestão do programa será coordenada por um Comitê Gestor, responsável por articular, monitorar e avaliar as ações governamentais. O grupo será composto por representantes dos seguintes órgãos:
- Ministério das Mulheres (responsável pela coordenação);
- Secretaria-Geral da Presidência da República;
- Ministério do Trabalho e Emprego;
- Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação;
- Ministério de Minas e Energia;
- Ministério da Igualdade Racial;
- Ministério dos Povos Indígenas.
O comitê se reunirá ordinariamente três vezes ao ano e, de forma extraordinária, sempre que necessário, por convocação da coordenação. A participação será considerada serviço público relevante, sem remuneração.