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Quatro em cada dez adultos estão com o nome sujo no Brasil

Entre dezembro e março, 900 mil consumidores foram incluídos em listas de devedores

Economia|Do R7

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Tendência é que nível de inadimplência se mantenha estável
Tendência é que nível de inadimplência se mantenha estável

Cerca de 900 mil pessoas entraram para cadastros de devedores entre dezembro de 2016 e março deste ano, segundo dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), divulgados nesta terça-feira (11).

De acordo com o birô de crédito, 39,36% da população adulta (entre 18 e 95 anos) — um em cada quatro — estão com o nome sujo, totalizando 59,2 milhões de consumidores.


Apesar da alta, o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, diz que o resultado já foi pior.

— Embora a estimativa tenha crescido no primeiro trimestre, o ritmo de crescimento é menor do que o verificado no início da crise.


Pinheiro ainda destaca que a inadimplência tende a ficar próxima da estabilização e até apresentar quedas, devido ao cenário econômico.

Os bancos estão mais rigorosos na hora de emprestar dinheiro e as famílias estão evitando endividamentos desnecessários por terem perdido poder de compra.


“Assim, ele se endivida menos e, com isso, torna-se mais difícil ficar inadimplente”, diz o presidente da CNDL.

O mês de março teve queda de 0,36% do número de novos inadimplentes, em comparação com o mesmo mês de 2016.


Ainda de acordo com a CNDL, pessoas entre 30 e 39 anos costumam entrar com mais frequência nas listas de inadimplentes.

O Sudeste a região que mais concentra, em termos absolutos, pessoas com o nome sujo. Nos quatro Estados, são 25,1 milhões de consumidores negativados.

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