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ANS aprova aumento de até 5,11% nos planos de saúde individuais e familiares

População coberta por essas modalidades representa 14,5% das 52,9 milhões de pessoas atendidas pelas operadoras em atividade no país

Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ANS aprovou um aumento de até 5,11% nas mensalidades dos planos de saúde individuais e familiares.
  • O reajuste afetará 7,7 milhões de beneficiários com contratos regulamentados.
  • O aumento só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato, com possibilidade de cobrança retroativa.
  • Consumidores podem optar pela portabilidade de carências para outra operadora se o plano atual não atender suas necessidades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aplicação do reajuste só poderá ocorrer a partir do mês de aniversário do contrato, segundo a agência Elza Fiúza/Agência Brasil – Arquivo

A diretoria da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou o aumento de até 5,11% nas mensalidades dos planos de saúde individuais e familiares regulamentados para assistência médico-hospitalar. A alteração dos preços está prevista para ocorrer até 30 de abril de 2027.

Apesar de ser o menor definido pela agência, o novo percentual afetará 7,7 milhões de beneficiários com contratos regulamentados: firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados pela Lei dos Planos de Saúde.

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A população coberta por planos individuais e familiares representa 14,5% dos 52,9 milhões atendidos pelas operadoras brasileiras.

A aplicação do reajuste anual só pode ser feita pela operadora no mês de aniversário do contrato — no mesmo em que houve a contratação do plano. Para aqueles fechados em maio e junho, a cobrança deverá começar em julho ou, no máximo em agosto, com custos retroativos.

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Cálculo da taxa e troca de serviço

Diferentemente da inflação, que calcula a variação de preços de produtos e serviços, os índices de reajuste de planos de saúde são considerados “de valor”, pois medem a variação combinada não somente de preços, mas também de quantidade consumida.

Dessa forma, o percentual calculado pela ANS considera aspectos como as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como as mudanças na frequência de uso deles.

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A partir do anúncio do teto máximo de reajuste, os beneficiários de planos individuais ou familiares devem ficar atentos aos boletos de pagamento e observar se o percentual aplicado é igual ou inferior ao definido pela ANS (5,11%) e se a cobrança com o índice de reajuste ocorre a partir do mês de aniversário do contrato.

A agência destaca que os consumidores têm o poder de escolha e que, se entenderem que o plano de saúde não lhes atende adequadamente, podem optar pela portabilidade de carências para outra operadora.

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Para saber as opções disponíveis no mercado para contratação ou troca por meio dessa modalidade, é possível fazer comparações no Buscador de Planos de Saúde, no portal da ANS.

Definição da porcentagem

A ANS detalhou que a taxa foi calculada pela diretoria de normas e habilitação dos produtos, apreciada pelo Ministério da Fazenda e aprovada em reunião de diretoria colegiada da agência.

Durante a sessão, o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, afirmou que a autarquia reguladora está atenta aos apontamentos feitos pelas operadoras e pelos consumidores quanto a reajustes para planos coletivos também.

“O legislador não nos deu essa prerrogativa, mas é importante que todos saibam que estamos atentos. A ANS entende os reclamos dos consumidores e as ponderações das operadoras. E, se não podemos atuar como nos planos individuais, acompanhamos e tentamos coibir excessos”, comentou Wadih.

Antes do mais recente, o reajuste mais baixo definido pela ANS para planos dessa modalidade ocorreu durante a fase crítica da pandemia de covid-19. À época, a porcentagem ficou negativa, devido à redução de uso dos serviços de saúde como consequência do isolamento social, o que levou à diminuição dos custos das operadoras.

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