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Representante da CNI defende PEC do trabalho flexível: ‘Respeitar a diversidade dos setores’

Proposta ganha apoio de entidades empresariais para ser implantada no lugar do fim da escala 6x1

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fiesp e confederações econômicas apoiam PEC do trabalho flexível com mais de cem assinaturas.
  • A proposta oferece escolha entre regime tradicional da CLT e jornada flexível baseada em horas trabalhadas.
  • Alexandre Furlan destaca a importância de flexibilidade sem retirar direitos, adaptando-se a cada segmento.
  • Desafio é melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores sem comprometer competitividade e emprego.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), junto com as confederações de diferentes setores econômicos, divulgou, nesta terça-feira (9), uma carta aberta com mais de uma centena de assinaturas em apoio à PEC (proposta de emenda à Constituição) do trabalho flexível, uma alternativa ao fim da escala 6x1.

A proposta permite que o trabalhador escolha entre o regime tradicional da CLT ou o modelo com jornada mais flexível, baseado em horas trabalhadas. O documento reúne assinaturas de mais de cem entidades.


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Segundo Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria, é importante discutir uma flexibilidade maior, que não subtraia nenhum dos direitos dos trabalhadores, mas que possa adequar-se à realidade de cada segmento e de cada trabalhador e possa atender às necessidades de quem vai realizar 40 horas por semana da forma como foi aprovado.

“Você vai tratar não só de um benefício para o trabalhador que já está estruturado com a redução para 40 horas, mas você pode coletivamente negociar qual é a forma mais adequada de você tratar diferentes atores sociais, diferentes trabalhadores, e não colocá-los todos numa estrutura única, quer dizer, uma legislação de tamanho único que trate igualmente os desiguais”, diz em entrevista ao Conexão Record News.


Para Furlan, o desafio não é apenas discutir quantas horas se trabalha, mas como construir soluções que aumentem a qualidade de vida dos trabalhadores, porém sem comprometer a competitividade das empresas, os investimentos e a geração de emprego. “E, para isso, é fundamental você respeitar a diversidade dos setores econômicos e, obviamente, privilegiar o diálogo e a negociação coletiva, que é o que sempre defendemos”, afirma.

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