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Resultado da Petrobras não vai afetar avaliação da empresa entre investidores

Rebaixamento da nota da estatal só deve acontecer com problemas mais profundos

Economia|Alexandre Garcia, do R7

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Atualmente, a Petrobras se encontra com perspectiva “negativa” em duas das três principais agências de classificação de risco
Atualmente, a Petrobras se encontra com perspectiva “negativa” em duas das três principais agências de classificação de risco

Independentemente de quais sejam os dados apresentados pelo balanço do primeiro trimestre da Petrobras nesta sexta-feira (15), o nível de investimento da estatal não será afetado. Especialistas ouvidos pela reportagem do R7 afirmam que eventuais quedas das notas de crédito são reflexos de problemas mais profundos, como a corrupção, por exemplo.

Atualmente, a Petrobras se encontra com perspectiva “negativa” em duas das três principais agências de classificação de risco e tem “grau especulativo” em uma delas. As notas de crédito ruins afastam os investidores, já que o risco da empresa aumenta.


Para Marcelo Ranieri, professor de economia da Universidade Mackenzie, um novo resultado negativo não será decisivo para um novo corte nos níveis de investimento da companhia. Ele avalia, no entanto, que a estatal deve manter a transparência sobre quais serão os próximos passos para voltar a ser confiável.

— A nota do risco não é só de um balanço, é de toda uma projeção de resultado. Então, se ela continuar nessa direção que o [presidente] Bendine está dando, de tentar mostrar futuro para a Petrobras, mesmo que o resultado venha negativo, eu acho que isso não faria uma mudança na posição do rating [nota de crédito].


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Ranieri explica que um possível rebaixamento das notas da Petrobras podem surgir com questões mais problemáticas do que o segundo resultado negativo consecutivo. De acordo com o professor, uma investigação no exterior, por exemplo, se configuraria como um incômodo.

— O que pode mudar o rating seriam ações nos Estados Unidos contra a Petrobras, porque existe um volume financeiro muito elevado e isso mudaria todo o cenário de captação de recursos, de endividamento e poderia colocar a empresa em uma situação ruim.


O professor de economia do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) José Ronaldo Souza segue o mesmo raciocínio de Raniere e avalia que um corte nas notas da petroleira só deve acontecer caso o balanço seja surpreendentemente negativo, o que não é esperado pelo mercado.

— [Para haver o rebaixamento], teria que ser alguma coisa bastante significativa para que você gere uma mudança repentina desse jeito. Teria que ter uma piora no endividamento, a geração de resultado piorando muito ou uma sinalização que o mercado não tenha captado ainda.

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